CLIMA EXTREMO NA ÁSIA
Tufão Bavi atinge costa da China com ventos violentos e inundações
Sistema causa destruição em Zhejiang, força a evacuação de 2 milhões de pessoas e interrompe voos e trens em toda a região.
O tufão Bavi atingiu a costa leste da China, desencadeando chuvas torrenciais e rajadas de vento que colocaram à prova a resiliência das cidades densamente povoadas, conforme monitoramento realizado neste domingo, 12/07/2026. A tempestade, considerada a mais intensa a impactar a China continental neste ano, forçou a evacuação preventiva de quase 2 milhões de pessoas em Zhejiang, um dos polos econômicos mais importantes do país.
Embora tenha enfraquecido para tempestade tropical na manhã de domingo, 12/07/2026, meteorologistas alertam que o sistema possui dimensões comparáveis ao território da França, o que deve prolongar o período de chuvas no leste e norte da China. O Bavi tocou o solo inicialmente em Yuhuan no sábado, seguindo posteriormente para Yueqing, na região de Wenzhou.
O impacto na vida dos moradores foi devastador. Em Yueqing, Li Liangxing relatou a destruição de infraestruturas locais e alagamentos sem precedentes. "Havia uma passagem ali antes, mas agora está debaixo d'água", descreveu. A CCTV informou que mais de 1.300 árvores foram derrubadas na região, enquanto equipes de resgate trabalham com maquinário pesado para liberar vias bloqueadas por deslizamentos de terra.
Para Lin Yongjin, um comerciante de 72 anos em Kanmen, a tempestade trouxe prejuízos materiais superiores a 6 mil yuans. "Estávamos bem no caminho dele", afirmou, relatando a angústia de passar a madrugada contendo a entrada de água em sua residência. O sistema também provocou o caos na mobilidade: em Hangzhou e Xangai, centenas de voos foram cancelados e serviços ferroviários foram suspensos por segurança.
Benjamin Horton, reitor da Escola de Energia e Meio Ambiente da Universidade da Cidade de Hong Kong, ressalta que a grande circulação do Bavi mantém o potencial destrutivo mesmo após o enfraquecimento dos ventos centrais. Cientistas apontam que a recorrência de fenômenos como o El Niño tem alterado as trajetórias dos tufões, tornando o fortalecimento rápido dessas tempestades um desafio cada vez maior para a gestão de emergências e a proteção das comunidades vulneráveis.
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