TSE REGULA PESQUISAS
TSE under Kassio Nunes Marques aims to regulate research polls ahead of elections
Presidente Kassio Nunes Marques defende critérios para evitar manipulação e uso de levantamentos como 'ringue' eleitoral. Decisão sobre Atlasintel abre precedente técnico.
{ "blocks": [ { "type": "paragraph", "data": { "text": "O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, busca estabelecer regras claras para a divulgação de pesquisas eleitorais. Em julgamento nesta terça-feira, 09/06/2026, sobre a suspensão de levantamento do instituto Atlasintel, a Corte visa balizar a atuação dos institutos e impedir que os levantamentos sirvam como ferramenta de manipulação na disputa." } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "Kassio Nunes Marques argumenta que a discussão transcende a liberdade de expressão, pois a Justiça Eleitoral impõe normas específicas para a coleta de dados. Institutos de pesquisa devem registrar seus métodos e garantir que os questionários não influenciem o eleitor ou desequilibrem o pleito." } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "A decisão em questão cita entrevista do CEO da AtlasIntel Tecnologia de Dados Ltda., Andrei Roman, à CNN Brasil. Segundo o ministro, o conteúdo da entrevista reforçaria o pedido do Partido Liberal (PL) para suspender a pesquisa, ao indicar um viés político e potencial desgaste eleitoral para Flávio Bolsonaro. O CEO teria defendido perguntas associando grupos políticos a um esquema financeiro, classificando o fato como 'muito problemático para a imagem' do pré-candidato e capaz de comprometer sua 'viabilidade neste ciclo eleitoral'." } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "Em sua análise, Kassio Nunes Marques considera o julgamento um debate técnico sobre o cumprimento das regras e a não interferência na disputa eleitoral. O objetivo é evitar que o tema 'pesquisa' seja transformado em um 'ringue' eleitoral, garantindo a integridade do processo democrático." } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "O plenário do TSE deliberará sobre a manutenção da decisão individual do ministro, que determinou na segunda-feira (8) a retirada de conteúdo e a suspensão da divulgação da pesquisa da AtlasIntel. A empresa foi orientada a não promover nova publicação até nova análise." } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "Em nota, a AtlasIntel afirmou respeitar a decisão e colaborar com o fornecimento de informações sobre a metodologia. A empresa confia na análise técnica e na legalidade do estudo pelo colegiado." } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "Além de Kassio Nunes Marques, votam os ministros André Mendonça, Dias Toffoli, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano Azevedo Marques Neto e Estela Aranha. A participação de Dias Toffoli, que já se declarou suspeito em casos ligados ao Banco Master no STF, é aguardada." } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "O julgamento é visto como um indicativo do perfil da nova composição da Corte em casos delicados nas eleições. Espera-se que a gestão de Kassio Nunes Marques à frente da Justiça Eleitoral adote um perfil mais discreto e menos intervencionista nas disputas." } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "Internamente, há ressalvas sobre a decisão individual, considerando que a pesquisa foi divulgada em maio, levantando questionamentos sobre a urgência. Debates ocorrem sobre a confirmação pela maioria, pedidos de vista ou possíveis ajustes na decisão." } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "O Partido Liberal (PL) alegou ao TSE que o questionário do instituto foi estruturado para induzir respostas negativas sobre Flávio Bolsonaro, com 8 de 49 perguntas focadas no Banco Master. O PL argumentou que isso influenciou a percepção dos entrevistados, configurando possível utilização do questionário como mecanismo de indução." } } ] }
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