ILHA EM DISPUTA
Trump insiste na compra da Groenlândia; Dinamarca nega veementemente: 'Não está à venda'
Presidente dos EUA expressa desejo de controle sobre território autônomo dinamarquês, citando estratégia militar e avanços de China e Rússia no Ártico. Primeira-ministra Mette Frederiksen reage com firmeza.
Uma nova declaração do Presidente Donald Trump reforçou o interesse dos Estados Unidos em adquirir a Groenlândia, território autônomo do Reino da Dinamarca. A manifestação ocorreu em 7 de julho de 2026, em uma coletiva de imprensa anterior a um encontro bilateral com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. Trump justificou seu posicionamento citando a importância estratégica da ilha para a segurança nacional americana, em especial diante da crescente presença da China e da Rússia na região do Ártico, além de criticar a Dinamarca por não investir o suficiente no desenvolvimento da Groenlândia, apesar do apoio financeiro dos EUA.
Em resposta direta às falas de Trump, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, reiterou a posição do país durante a cúpula, afirmando categoricamente que a ilha não será vendida. Ela expressou a expectativa de que os aliados respeitem a soberania dinamarquesa. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, havia mencionado anteriormente que negociações sobre o tema estavam em andamento com representantes dinamarqueses e groenlandeses, com conversas ocorrendo mensalmente desde junho.
O interesse de Trump na Groenlândia não é recente. Durante seu primeiro mandato, ele já havia defendido a ideia de os Estados Unidos assumirem o controle da ilha. Em janeiro deste ano, o presidente destacou a Groenlândia como peça fundamental para a segurança americana no Ártico, um plano que se alinha à construção do seu projeto de escudo antimísseis, o Domo de Ouro. Em maio, Trump provocou repercussão ao postar em sua rede social, Truth Social, uma montagem de si mesmo 'segurando' a Groenlândia, com a legenda "Hello, Greenland!".
A Groenlândia, parte integral do Reino da Dinamarca, abriga a base espacial americana de Pituffik, um ponto vital para o monitoramento militar e espacial dos EUA. A insistência de Trump na questão da ilha tem gerado reações internacionais, com líderes como o presidente francês Emmanuel Macron também se manifestando, reforçando que a Groenlândia não está disponível para negociação.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário