DIPLOMACIA EM PAUTA

Trump adota tom suave em encontro com Lula; sem 'aperto de mão de urso'

Presidentes Lula e Donald Trump se cumprimentando na Casa Branca
Lula e Donald Trump se encontram na Casa Branca — Foto: Reprodução

Análise da Globo News destaca a ausência do 'aperto de mão de urso' de Trump em 07 de maio de 2026, sugerindo um novo tom nas relações EUA-Brasil.

O primeiro encontro entre o presidente Lula e seu homólogo americano Donald Trump, ocorrido nesta quinta-feira, 07 de maio de 2026, foi marcado por uma notável suavidade, distanciando-se do comportamento habitual de Trump. A ausência de seu famoso e imponente "aperto de mão de urso" na Casa Branca sinalizou um tom potencialmente mais cordial para as relações diplomáticas, gerando amplos comentários sobre a nova dinâmica entre os líderes.

A chegada do presidente brasileiro à Casa Branca para o encontro de trabalho, que se iniciou na tarde de 07 de maio de 2026, surpreendeu analistas. Contrariando expectativas, Donald Trump não empregou seu costumeiro aperto de mão vigoroso, que muitas vezes parece uma demonstração de poder.

Marcelo Lins, renomado analista da Globo News, observou: "Foi um primeiro contato marcado pela suavidade e gentileza." Ele ressaltou a quebra de um padrão: "Muitas vezes, a gente vê o Trump dando aquele aperto de mão muito forte, eventualmente puxando o seu interlocutor para perto dele. Tem umas imagens clássicas dele fazendo isso."

A maneira incomum de Donald Trump apertar as mãos já foi objeto de inúmeras análises, que frequentemente a interpretam como uma técnica para afirmar superioridade ou domínio. Contudo, neste encontro com Lula, o cenário foi outro.

"Mas dessa vez não", continuou Lins. "Aparentemente foi uma chegada mais suave, com o Trump perguntando para o presidente Lula como é que ele está, o Lula respondendo. Um perguntando em inglês o outro respondendo em português."

Essa mudança de comportamento é significativa, especialmente quando comparada a interações passadas. Em visita anterior do Rei Charles III à Casa Branca, o monarca britânico pareceu visivelmente desconfortável com a persistência de Trump em segurar sua mão, um momento que repercutiu nas redes sociais. A distinção no tratamento para com o presidente brasileiro sugere uma abordagem calibrada, talvez buscando um terreno mais amigável para as discussões bilaterais.

A interação descontraída, sem as usuais demonstrações de força, pode indicar um novo capítulo nas relações entre EUA e Brasil, enfatizando a importância dos gestos não-verbais na alta diplomacia.

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