INCÊNDIO FLORESTAL GRAVE

Tragédia na Espanha: doze mortos confirmados em incêndios florestais em Almería

Incêndio florestal atinge vegetação e áreas rurais na região de Almería, Espanha
Chamas de incêndio florestal avançam no distrito de Los Gallardos, em Almería, na Espanha, em 10 de julho de 2026 — Foto: José Jordan/AFO

Autoridades regionais confirmam doze vítimas fatais e 23 desaparecidos após chamas devastarem a região de Los Gallardos; falha em cabo elétrico é apontada como possível causa.

Doze pessoas foram confirmadas mortas nesta sexta-feira, 10/07/2026, após serem atingidas por incêndios florestais de grandes proporções no sul da Espanha. A tragédia, concentrada na região de Almería, na Andaluzia, choca a comunidade local e autoridades pelo rastro de destruição deixado em uma área marcada pelo relevo acidentado e por uma significativa população estrangeira.

O desastre teve início na quinta-feira, 09/07/2026, na localidade de Los Gallardos. A hipótese preliminar, compartilhada por órgãos de segurança, aponta que o fogo começou após a ruptura de um cabo de eletricidade. Impulsionadas por ventos fortes, as chamas percorreram 15 km em apenas duas horas, isolando moradores e turistas em rotas de fuga perigosas.

Antonio Sanz, chefe regional de gestão de desastres, detalhou que quatro das vítimas foram encontradas carbonizadas dentro de um veículo, que, devido à posição do volante, supõe-se pertencer a cidadãos britânicos. Outras oito pessoas perderam a vida ao abandonar seus automóveis, tentando escapar das chamas a pé por caminhos que se tornaram armadilhas mortais.

A gestão de risco foi marcada por tensão. Juanma Moreno, presidente regional, enfatizou a importância crítica de seguir as orientações das autoridades, lembrando que a mudança repentina da direção do vento torna a permanência em locais indicados como seguros a única chance de sobrevivência. Em Bédar, por exemplo, a orientação de permanecer dentro das residências salvou vidas, enquanto o desrespeito às ordens resultou em fatalidades.

O prefeito de Bédar, Ángel Collado, descreveu o drama enfrentado por socorristas que tentavam organizar a evacuação porta a porta. “Imploramos que permanecessem protegidos, mas a desesperança levou muitos a buscarem rotas alternativas que culminaram em tragédia”, relatou o gestor. Atualmente, 23 pessoas permanecem desaparecidas e mais de 400 profissionais combatem o fogo, que já consumiu 3.150 hectares.

Enquanto as equipes de resgate operam em condições extremas, moradores como Francisco, que se abrigou em sua garagem após orientações da polícia, aguardam o controle total do incêndio. A esperança das autoridades reside na previsão meteorológica para sábado, 11/07/2026, que pode favorecer o trabalho de contenção das chamas.

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