CRIME SOB INVESTIGAÇÃO

Tia de policial carbonizado afirma que vítima mantinha caso com PM presa

Montagem com fotos de Júlia Natália Girão Gomes, Raphael Sampaio da Silva e Antoneudo Ribeiro Lima Júnior.
Júlia Natália Girão Gomes, Raphael Sampaio da Silva e Antoneudo Ribeiro Lima Júnior — Foto: Reprodução

Relacionamento extraconjugal teria começado em março de 2026; Justiça converteu prisão em flagrante de policial em preventiva por homicídio.

O soldado que morreu carbonizado em um carro possuía um relacionamento extraconjugal com a policial presa por suspeita de participar do crime. A informação foi confirmada por Rosilane Sampaio, tia da vítima, em entrevista à TV Verdes Mares, nesta quinta-feira (13), durante o velório do policial Raphael Sampaio da Silva.

“Houve sim uma relação extraconjugal, mas não quer dizer que merecia a morte. Nem ela merecia a morte; o marido matá-la, ou a mulher do soldado descobrir e ir lá matá-la”, lamentou Rosilane, reforçando que o afeto e a vida humana não deveriam ser medidos por padrões de fidelidade.

Raphael Sampaio da Silva foi encontrado sem vida dentro de um veículo em Itaitinga, na região metropolitana de Fortaleza. A Polícia Civil investiga o caso após a principal suspeita, uma policial militar, ter sido encontrada amarrada nas proximidades, em uma cena que os investigadores acreditam ter sido forjada para encobrir o homicídio.

Em audiência de custódia, a Justiça optou por não reconhecer a prisão em flagrante da policial, mas acolheu o pedido da Polícia Civil para decretar a prisão preventiva, medida que mantém a suspeita detida enquanto as investigações prosseguem. Já o marido da policial, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, teve a prisão temporária decretada pelo mesmo crime, após a revogação de sua prisão anterior, que era relacionada à posse de munições e documentos falsos.

Conforme o relato de Rosilane, o envolvimento entre os militares ocorria desde pelo menos março de 2026, quando o soldado chegou a compartilhar fotos da colega de equipe com a família. A defesa da policial, representada pelo advogado Walmir Medeiros, contesta a legalidade da prisão em flagrante, argumentando que a cliente se apresentou voluntariamente às autoridades.

O caso ganha contornos complexos devido ao histórico dos suspeitos, que já são investigados por um esquema de fraudes em aplicativos de transporte. A Secretaria da Segurança Pública informou que Júlia Natália Girão Gomes ingressou na corporação em novembro de 2024, após cumprir as etapas de concurso iniciadas em 2021. As apurações sobre o crime seguem sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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