CLIMA EXTREMO NO RS
Temporais no RS deixam 43 municípios com estragos e hospitais alagados
Defesa Civil contabiliza 19 desalojados e prejuízos em prédios públicos. Instituto Nacional de Meteorologia mantém alerta de tempestades até 21/07/2026.
A força das tempestades que atingiram o Rio Grande do Sul provocou danos em 43 municípios até esta segunda-feira, 20/07/2026. A Defesa Civil monitora a situação de famílias que perderam a segurança de seus lares e o impacto nos serviços essenciais, como a saúde pública, após um fim de semana marcado por chuvas intensas e rajadas de vento severas.
Conforme balanço oficial, 19 pessoas estão desalojadas em Alegrete, Santa Maria, Dona Francisca, São Borja, Cerro Branco e Vale do Sol. A vulnerabilidade das comunidades foi agravada pelo volume de precipitação, que alcançou 124 mm em São Sepé em apenas 24 horas. Em Santa Maria, a situação tornou-se crítica no fim da tarde de domingo, 19/07/2026, com o alagamento do Hospital São Francisco, além de prejuízos estruturais em escolas e residências.
O cenário é de ampla destruição em diversas regiões. Em Vera Cruz, 20 residências foram destelhadas, enquanto em Uruguaiana a queda de postes deixou mil moradores sem energia elétrica. Prédios públicos também não foram poupados: em Arroio Grande, a prefeitura e residências foram atingidas; em Venâncio Aires, uma unidade de saúde teve o telhado parcialmente arrancado; e em Taquara, o ginásio de uma escola municipal sofreu avarias significativas.
A infraestrutura viária e elétrica sofreu interrupções graves. Em Itaara, a vegetação às margens da BR-158 incendiou-se após o contato com fios de alta tensão, exigindo intervenção rápida do Corpo de Bombeiros. Em Barra do Quaraí, um cabo de alta tensão rompeu-se, deixando o município desabastecido de luz, água e internet. Na ERS-507, a ponte do Rio Capivari foi interditada devido à cheia.
O Instituto Nacional de Meteorologia mantém o estado sob alerta de perigo para novos temporais até a terça-feira, 21/07/2026. A previsão indica possibilidade de chuvas de até 100 mm por dia e ventos que podem variar entre 60 km/h e 100 km/h, o que reforça a necessidade de vigilância constante por parte das autoridades e da população nas áreas afetadas.
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