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Temporais causam 10 mortes e 3 desaparecimentos no país, com tragédia em Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Sul

Chuva provoca mortes na Paraíba e Pernambuco
Chuva provoca mortes na Paraíba e Pernambuco

Desde o Dia do Trabalhador, chuvas intensas devastam três estados brasileiros, deixando famílias desabrigadas e em luto. Entenda o impacto humano da crise.

Uma onda de temporais provocou a morte de dez pessoas e deixou ao menos três desaparecidas em diferentes regiões do país. A tragédia, que atinge principalmente Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Sul desde o feriado do Dia do Trabalhador, na sexta-feira, 1º de maio de 2026, expõe a vulnerabilidade de comunidades e a urgência de respostas eficazes para proteger a dignidade e a vida da população. Centenas de famílias perderam suas casas ou entes queridos, forçadas a buscar refúgio em abrigos públicos enquanto as buscas por sobreviventes continuam.

Pernambuco

Em Pernambuco, a situação é mais crítica, com seis mortes confirmadas na região do Grande Recife e 1.906 pessoas desabrigadas em todo o estado. A dor da perda atingiu a família Soares da Silva em Dois Unidos, Zona Norte da capital pernambucana. Na manhã da sexta-feira, 1º de maio de 2026, uma barreira deslizou sobre a residência, ceifando a vida de Jaqueline Soares da Silva, de 24 anos, e de seu filho Riquelmy Soares da Silva, de 6 anos. A irmã de Riquelmy, Maria Helena Soares da Silva Barbosa, uma bebê de apenas 1 ano e 6 meses, lutou pela vida, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu neste sábado, 2 de maio de 2026, no Hospital da Restauração, no bairro do Derby, na área central do Recife. O pai das crianças, José Rodrigues da Silva, ficou ferido, mas sobreviveu e foi encaminhado a uma unidade de saúde.

Outro deslizamento devastador ocorreu em Olinda, no Grande Recife, onde Bruna Karina da Silva, de 20 anos, e seu filho, o bebê Pietro da Silva, de 6 meses, foram soterrados. Os corpos foram encontrados e removidos após horas debaixo dos escombros, em um cenário de luto e desespero no bairro do Passarinho. Um homem, cuja identidade não foi divulgada, também estava desaparecido desde a noite de sexta-feira, 1º de maio de 2026, e foi encontrado na Rua Imaculada Conceição, no Córrego do Azedinho, bairro de Capibaribe.

Paraíba

A Paraíba também enfrentou um grande temporal, com alagamentos que desalojaram famílias e ilharam comunidades. Cerca de 1.800 famílias precisaram ser removidas para abrigos públicos, conforme informações do Ministério do Desenvolvimento Regional. Em João Pessoa, 11 famílias da comunidade de Engenho Velho foram levadas para uma escola em Gramame após perderem suas casas. A capital paraibana registrou um volume pluviométrico alarmante de 219 milímetros em 48 horas, de acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). A cidade de Santa Rita, na Grande João Pessoa, ficou completamente alagada, demonstrando a intensidade das chuvas.

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, o drama se desenrolou na Lagoa dos Patos, em Pelotas, onde quatro pescadores sofreram um naufrágio. O corpo de uma das vítimas foi encontrado pelos bombeiros na manhã deste sábado, 2 de maio de 2026, às 10h50. Os outros três pescadores permanecem desaparecidos, enquanto as buscas continuam com o apoio da Marinha, em meio a fortes chuvas que causaram estragos em ao menos 19 municípios gaúchos. As identidades das vítimas ainda não foram divulgadas. Os bombeiros receberam o chamado na noite de sexta-feira, 1º de maio de 2026, de pessoas que presenciaram o acidente. A Defesa Civil do Estado já havia emitido alertas na quinta-feira, 30 de abril de 2026, sobre a possibilidade de queda de granizo, chuva intensa, rajadas de vento de até 90 km/h e tempestades com raios.

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