TURISMO E CONSERVAÇÃO
Temporada de baleias impulsiona economia do litoral de SC
A chegada das baleias-francas ao litoral catarinense movimenta setores de hotelaria e comércio, fortalecendo a economia local e o turismo de natureza.
A presença das baleias-francas ao longo do litoral de SC se consolidou como um motor essencial para o desenvolvimento econômico de cidades como Paulo Lopes e Garopaba. A movimentação de turistas atraídos pela observação desses mamíferos gera um impacto positivo direto na hotelaria e no comércio regional, transformando a preservação ambiental em fonte de renda e sustentabilidade para as comunidades locais.
Os reflexos econômicos dessa temporada são sentidos na rotina de quem atua no setor. A comerciante Tânia Abreu Leal destaca que os animais proporcionam um alívio financeiro significativo, além de oferecerem um espetáculo natural que encanta visitantes. Esse otimismo é compartilhado por empreendedores como Victor Hugo Rodrigues da Silva, que observa um fluxo crescente de turistas nacionais e internacionais em busca dos mistérios do mar. Já o empresário Sandro Svaldi, proprietário de uma pousada na região, relata que a demanda por hospedagem é diretamente impulsionada pela presença das baleias, chegando a impactar 100% da ocupação.
Leonara Rodrigues Sebastião, secretária de Cultura, Turismo e Desenvolvimento Econômico de Paulo Lopes, reforça que, embora não existam dados oficiais consolidados, o fluxo de visitantes é notável, especialmente entre julho e novembro. Ela cita como exemplo a trilha das Dunas e da Pedra do Faísca, na Praia da Guarda do Embaú, que se torna um dos principais pontos de contemplação do período, conectando a natureza à economia local.
A vinda constante das baleias-francas ao litoral catarinense, especialmente entre os meses de julho e setembro, é o resultado de décadas de esforço ambiental. O sucesso populacional está ligado à criação da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, a APA, que assegura o abrigo necessário para mães e filhotes em enseadas estratégicas. Segundo Eduardo Renault Braga, coordenador do Instituto Australis, a população desses mamíferos apresenta um crescimento estimado em 4,8% ao ano. Esse ciclo biológico, detalhado pela bióloga Karina Groch, é o que garante que a costa de SC continue sendo um santuário para a espécie durante a migração para águas tropicais.
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