FIM DA GREVE

Técnicos em Educação de Minas encerram paralisação após conquistas sindicais

Reunião virtual dos servidores técnicos em Educação do Sindifes-MG.
Trabalhadores em assembleia virtual decidem pelo fim da greve em 13/07/2026.

Após quatro meses de mobilização, categoria retoma atividades em instituições federais com novos ganhos em carreira e condições de trabalho.

Os profissionais técnico-administrativos em Educação (TAE) de instituições federais de Minas encerraram uma greve de quatro meses que impactou o cotidiano acadêmico e administrativo no estado, retomando suas atividades regulares nesta segunda-feira, 13/07/2026. A decisão foi consolidada em assembleia virtual que reuniu mais de 650 trabalhadores, marcando o encerramento do movimento paredista após negociações mediadas pelo Governo Federal e pelo Ministério da Educação (MEC).

Durante o período, entidades como o Hospital de Clínicas (HC-UFMG), o Centro Federal de Educação Tecnólogica (Cefet-MG), a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e o Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) mantiveram serviços essenciais operando de maneira escalonada. No Hospital de Clínicas (HC-UFMG), a administração confirmou que não houve cancelamentos definitivos de cirurgias, ocorrendo apenas o reagendamento de procedimentos específicos.

Conquistas e dignidade profissional

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino (Sindifes-MG), a mobilização foi decisiva para garantir o cumprimento do Termo de Acordo de 2024. Cristina del Papa, coordenadora geral do Sindifes-MG, destacou que a pressão foi essencial para destravar pautas represadas pelo Governo Federal.

  • Valorização e Carreira: A implementação do Reconhecimento de Saberes e Competência (RSC) garante que a experiência prática seja valorizada financeiramente. Além disso, foi assegurada a progressão para aposentados e pensionistas com paridade, retroativa a janeiro de 2025.
  • Democratização: O acordo prevê o fim da "lista tríplice" nas eleições de reitores e a criação de grupos de trabalho para implementar o voto paritário entre docentes, técnicos e alunos.
  • Jornada e Saúde: Avançaram as discussões sobre a jornada de 30 horas e a revisão de normas de 1978 sobre insalubridade e periculosidade em laboratórios, além de novos protocolos para a saúde mental dos servidores.

A retomada das atividades representa um alívio para a comunidade acadêmica e a garantia de que as demandas por dignidade e modernização institucional sejam tratadas dentro dos prazos estabelecidos com o Ministério da Educação (MEC).

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