INVESTIGAÇÃO ENCERRADA

TCU arquiva processo contra Nikolas Ferreira por uso de jatinho de Vorcaro

Imagem de Nikolas Ferreira ou sede do TCU, simbolizando o arquivamento do processo.
Decisão do Tribunal de Contas da União sobre processo envolvendo o deputado Nikolas Ferreira.

Ministro Antonio Anastasia justificou que Justiça Eleitoral é competente para apurar o caso, encerrando a investigação na corte.

O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou nesta sexta-feira, 01/05/2026, a representação contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) por ter usado um jatinho particular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro durante as eleições de 2022. A decisão, tomada após o voto do relator, ministro Antonio Anastasia, e seguida pelos demais ministros, liberou o parlamentar de uma investigação que pairava sobre a ética no uso de recursos de campanha. O motivo apontado pelo TCU foi que a apuração técnico-contábil e o julgamento da regularidade de despesas eleitorais são atribuições exclusivas da Justiça Eleitoral, transferindo assim a responsabilidade pela fiscalização desse caso.

Para a sociedade, o arquivamento deste processo pelo TCU levanta importantes discussões sobre a transparência e a fiscalização do financiamento de campanhas políticas. Embora o TCU direcione a competência para outro órgão, a ausência de uma análise aprofundada na esfera de controle federal pode impactar a percepção pública sobre a responsabilização de figuras políticas em contextos eleitorais.

De acordo com o que foi descrito na representação inicial, o deputado utilizou uma aeronave associada ao empresário para realizar atos de campanha em apoio ao então presidente Jair Bolsonaro (PL). O pastor Gilberto Batista, conhecido por sua ligação com a Igreja Lagoinha, também integrou a comitiva que viajou pelo Brasil.

O jato em questão, com capacidade para 11 pessoas, foi empregado durante o evento “Juventude pelo Brasil”. Este ato de campanha percorreu ao menos nove estados brasileiros e o Distrito Federal, mobilizando apoiadores.

Nikolas Ferreira chegou a compartilhar um registro fotográfico em suas redes sociais, posando em frente à aeronave. Na imagem, ele aparece ao lado de Mariel Batista, esposa do pastor Guilherme Batista, também ligado à Igreja Lagoinha, e da influenciadora Jey Reis, reforçando a visibilidade do uso do transporte particular.

Em nota oficial, o deputado admitiu a utilização da aeronave, mas salientou que à época não possuía conhecimento sobre a identidade do proprietário. Ele também minimizou a situação, argumentando que “mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento”. Com o arquivamento pelo TCU, o caso agora repousa na prerrogativa da Justiça Eleitoral para futuras avaliações, caso pertinentes.

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