MERCADO DE TRABALHO EM ALERTA
Taxa de desemprego no Brasil sobe para 5,8%, mas renda média atinge recorde
Indicador de desocupação avança 0,4 ponto percentual no trimestre encerrado em abril de 2026, mas renda real se mantém em patamar histórico, segundo IBGE. Veja os detalhes.
A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026. A decisão, divulgada nesta sexta-feira, 29/05/2026, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa uma interrupção na tendência de queda observada nos meses anteriores. O avanço de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em janeiro interrompe a trajetória de melhora, mas o indicador ainda se mantém abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. Em contrapartida, a renda média do trabalhador brasileiro permaneceu em um nível recorde, demonstrando resiliência econômica em meio às flutuações do mercado de trabalho.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) revelou que aproximadamente 6,3 milhões de brasileiros estavam em busca de ocupação e não a encontraram no período. Este número representa um aumento de 8% em comparação com o trimestre anterior, totalizando 471 mil pessoas a mais buscando emprego. Contudo, na comparação anual, houve uma redução significativa de 11,3%, com 809 mil pessoas a menos na fila por trabalho, o que indica uma melhora estrutural a longo prazo.

Este cenário de acomodação no mercado de trabalho ocorre após um período de forte aquecimento no final de 2025. A população ocupada totalizou 102,3 milhões de pessoas, o que representa uma queda de 0,3% em relação ao trimestre anterior, com menos 338 mil trabalhadores ativos. No entanto, comparado ao mesmo período de 2025, o número de ocupados cresceu 1,1%, com a adição de cerca de 1,07 milhão de pessoas empregadas. Isso sugere que, apesar das oscilações trimestrais, a geração de empregos em longo prazo permanece positiva.
O nível de ocupação, que indica a proporção de pessoas empregadas em relação à população em idade de trabalhar, ficou em 58,4%, uma leve redução frente aos 58,7% registrados no trimestre encerrado em janeiro. Apesar dessa variação, o IBGE ressalta que o mercado de trabalho brasileiro se mantém em um patamar historicamente elevado, o que é um sinal de força e potencial de recuperação.
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