HISTÓRICO DE CRIMES

Suspeita de tentar levar bebê da Maternidade Dona Evangelina Rosa já foi indiciada por estelionato

Foto de arquivo da tentativa de sequestro da recém-nascida em Teresina.
Técnica de enfermagem foi presa após tentar retirar recém-nascida da Maternidade Dona Evangelina Rosa em Teresina. Foto: Reprodução/Fantástico

Auricélia de Sousa Rocha, técnica de enfermagem presa por tentativa de sequestro em Teresina, acumula investigação anterior por fraude financeira.

Uma técnica de enfermagem, que foi presa após tentar retirar uma recém-nascida das dependências da Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, já havia sido indiciada pela Polícia Civil do Piauí por suspeita de estelionato em 13 de março de 2026. A decisão de indiciamento, que ainda aguarda julgamento, reflete uma conduta que agora se soma às investigações sobre a tentativa de sequestro da criança.

O inquérito sobre o estelionato foi conduzido pela 8ª Delegacia Seccional de Teresina. A apuração revelou que Auricélia de Sousa Rocha teria utilizado indevidamente o cartão de crédito de um familiar para realizar compras não autorizadas em plataformas digitais. A vítima, ao notar transações desconhecidas na fatura, formalizou a denúncia, levando a polícia a localizar encomendas enviadas para o endereço da investigada.

No caso recente, ocorrido no Piauí, a situação ganha contornos de gravidade social ao expor a fragilidade de protocolos de segurança em ambientes hospitalares. A tia da recém-nascida, Daniela, relatou o momento em que a suspeita, disfarçada de enfermeira, tentou subtrair a bebê em uma bolsa. O flagrante ocorreu quando Daniela desconfiou da conduta da mulher e confrontou a suspeita antes que ela deixasse o hospital.

Em buscas realizadas na residência da técnica de enfermagem, a Polícia Civil encontrou um quarto estruturado com enxoval completo, incluindo berço e fraldas. Embora familiares acreditassem em uma gravidez, não foram apresentados laudos médicos que a comprovassem. O delegado Hugo Alcântara, responsável pela condução do caso, reforçou que a investigação trabalha com a responsabilidade criminal da suspeita, descartando, neste momento, a hipótese de inimputabilidade sugerida pela defesa, que alega problemas de saúde mental.

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