CRISE POLÍTICA

Supremo reavalia crise do Master com foco em Flávio Bolsonaro

Imagem mostra o senador Flávio Bolsonaro e o STF, representando a crise política envolvendo o Banco Master.
Senador Flávio Bolsonaro e o prédio do Supremo Tribunal Federal.

Negociação de R$ 134 milhões com ex-banqueiro para filme de Bolsonaro movimenta a política e alivia o STF.

Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliou, nesta quinta-feira, 14/05/2026, que a pressão pública sobre a Corte, decorrente do caso envolvendo o Banco Master, deve arrefecer. A expectativa é que o foco da crise se desloque para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em razão da revelação de que ele negociou diretamente US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões) com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Este movimento, conforme o entendimento de integrantes do Tribunal, visa financiar um filme em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e a exposição da ligação do senador com o Banco Master compromete a autoridade da crítica bolsonarista ao STF, reorientando o debate público e a pressão política.

Os US$ 24 milhões, ou aproximadamente R$ 134 milhões, seriam destinados a financiar um filme em tributo ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em conversas reservadas, membros do Supremo indicam que as atenções da mídia se voltarão agora para a pré-campanha bolsonarista. Dessa forma, a ofensiva contra o Supremo, que ganhava força, especialmente no Congresso Nacional, tenderá a perder ímpeto.

O STF se tornou um dos principais alvos de críticas após as revelações sobre seus ministros. A informação de que o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, mantinha um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, e que uma empresa do ministro Dias Toffoli possuía relação comercial com um fundo vinculado à mesma instituição financeira, gerou forte questionamento sobre a lisura e a ética na Corte.

Dentro do próprio Supremo, a negociação de Flávio Bolsonaro é vista como um ponto a favor do ministro Alexandre de Moraes. O valor supostamente negociado pelo senador, superior aos R$ 129 milhões do contrato da banca de advocacia da família do ministro, é percebido como um fator que enfraquece a narrativa de ataque ao Tribunal. Essa nova informação, de acordo com a leitura interna, robustece a conexão de Flávio e seus aliados com o Banco Master, expondo a fragilidade das críticas do bolsonarismo ao STF e, consequentemente, diminuindo a intensidade da pressão sobre a instituição.

Em nota oficial, divulgada em 9 de março, o escritório de Viviane Barci de Moraes confirmou o contrato, assegurando que todos os serviços foram prestados sem qualquer irregularidade. Da mesma forma, o ministro Dias Toffoli reiterou que não houve nenhuma conduta ilícita em suas relações.

*Com informações da CNN.

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