CADE REJEITA NEGÓCIO
Superintendência do Cade sugere rejeição da compra da CRDC pela B3
A recomendação da Superintendência-Geral do Cade visa barrar a aquisição de 60% da CRDC pela B3. O caso agora segue para análise dos conselheiros do órgão. A operação avaliada em R$ 15 milhões buscava fortalecer a atuação da B3 na jornada de crédito.
A Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) recomendou ao tribunal do órgão a rejeição da compra de 60% da CRDC (Central de Registro de Direitos Creditórios) pela B3. A decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira, 25/05/2026, encaminha o processo para avaliação dos conselheiros. Eles poderão acatar ou não a sugestão da área técnica, definindo o futuro da transação que visa o fortalecimento da infraestrutura no mercado de crédito.
A análise do Cade se aprofunda em questões como "efeitos conglomerais" e impactos na rivalidade do setor. Em março, a Superintendência-Geral já havia sinalizado a complexidade do caso, indicando a necessidade de uma avaliação minuciosa sobre as consequências da aquisição para a concorrência e para a dignidade do mercado de crédito.
Criada em 2014, a CRDC atua como infraestrutura de mercado, provendo serviços de tecnologia para agentes do setor de concessão de crédito. A B3, por sua vez, anunciou a operação em setembro do ano passado, por R$ 15 milhões, com o objetivo de expandir sua atuação como solução de infraestrutura na jornada de crédito. O foco principal é o desenvolvimento de produtos e serviços para o mercado de duplicatas escriturais, aproveitando a expertise da CRDC no mercado de FIDCs (Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios) e na economia real.
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