LIMITE AOS PRIVILÉGIOS

STF ordena corte de supersalários em tribunais e gera debate sobre liberdade

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante julgamento no Supremo Tribunal Federal.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF

Decisão do STF impõe prazo de 72 horas para suspensão de pagamentos irregulares, enquanto ações de Alexandre de Moraes sobre blogueiro dividem opiniões.

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a suspensão imediata de verbas indenizatórias e penduricalhos que elevam indevidamente os vencimentos de magistrados, visando restaurar o respeito ao teto constitucional do funcionalismo público. A medida foi estabelecida por uma ala da Corte liderada pelos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, sendo comunicada aos Tribunais de Justiça afetados em 13/08/2026.

A decisão impõe um prazo de 72 horas para que sete Tribunais de Justiça do país regularizem os pagamentos. A medida busca corrigir uma distorção grave: atualmente, nove em cada dez juízes ultrapassam o limite constitucional de rendimentos, um cenário que afeta a percepção de justiça e equidade da sociedade brasileira diante dos gastos públicos.

Embora o corte de privilégios tenha sido recebido com otimismo por setores da sociedade que clamam por austeridade, o STF também enfrenta um momento de tensão institucional. Paralelamente à decisão sobre os salários, o ministro Alexandre de Moraes autorizou uma operação da Polícia Federal que resultou na busca e apreensão de equipamentos de trabalho de um blogueiro do Maranhão. A ação, conduzida no âmbito de um inquérito que apura ameaças à segurança de Flávio Dino, gerou críticas sobre os limites da atuação da Corte em relação à liberdade de imprensa.

A determinação sobre os supersalários é de caráter liminar, mas estabelece um precedente contundente para o controle orçamentário no Judiciário, sujeito agora à análise plena do colegiado caso haja contestação por parte das cortes estaduais atingidas.

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