DRAMA APÓS SISMO

Sobreviventes narram desespero após terremoto na Colômbia

Sobreviventes do terremoto na Colômbia relatam momentos de desespero
Jornal Nacional ouve relatos emocionados de sobreviventes do terremoto na Colômbia — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Equipes de resgate enfrentam esgotamento enquanto famílias buscam por milagres em meio aos escombros de prédios que correm risco de desabar.

O drama de centenas de famílias se intensifica diante da incerteza e do esforço exaustivo das equipes de busca após o forte terremoto que atingiu a Colômbia. O cenário foi registrado nesta quinta-feira (11), quando bombeiros completaram quatro dias de trabalho ininterrupto entre os escombros, sob um calor que superou os 30ºC em Cali.

A dor dos sobreviventes é amplificada pela delicada tarefa dos socorristas. Julián Mauricio Ramos, subtenente do Corpo de Bombeiros, destaca a angústia de lidar com o luto alheio: “Sabemos que elas têm esperança até o último momento”.

A tragédia ganhou contornos humanos através de relatos como o de Santiago, que acompanhou as buscas pela namorada. O desabamento de um prédio, que vitimou doze pessoas, resumiu a agonia de muitos: um resgate com vida logo após o sismo, seguido por nove corpos recuperados nos dias subsequentes. Após mais de 80 horas de operação, o encerramento das buscas locais com a localização de mais um corpo evidenciou a dura realidade enfrentada por toda a Colômbia.

A destruição urbana é generalizada. O repórter Tiago Eltz detalhou a situação crítica em Cali, onde a instabilidade das estruturas obriga o uso de capacetes até para transitar nas vias. Prédios inteiros apresentam deformações, gerando pavor constante devido aos mais de 100 tremores secundários registrados na região.

Para quem sobreviveu, como Pilar, o alívio de estar viva convive com a dor da perda material. Ao descrever a fuga por uma janela enquanto sua casa ruía, ela refletiu sobre a complexidade do trauma: “É uma dor na alma. As pessoas dizem: ‘Bom, mas você está viva’. Sim, graças a Deus estou viva. Mas a gente tem apego às nossas coisas materiais, à nossa casa. Então, isso dói, TAMBÉM dói o que a gente viveu ali”.

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