CINEMA FANTÁSTICO MUSICAL

Skarimbó e Babi Baracho lançam clipe imersivo de "Miudinho"

Skarimbó aposta em cinema fantástico no clipe de “Miudinho” | notícias do rio grande do norte MIUDINHO Foto Brunno Martins 02
A banda Skarimbó aposta em cinema fantástico para o clipe de “Miudinho”. (Foto: Brunno Martins)

A obra expande o universo de "Dunares", mergulhando em medo e autodescoberta. Parceria com Caboré Filmes celebra nova fase.

A banda Skarimbó, em uma poderosa colaboração com a diretora Babi Baracho e a Caboré Filmes, lançou nesta quarta-feira, 13/05/2026, o clipe de “Miudinho”. A obra audiovisual, que emerge entre a paisagem urbana e as dunas do litoral potiguar, não apenas expande o universo simbólico do álbum “Dunares”, mas também mergulha profundamente em temas universais como medo, deslocamento, autodescoberta e impermanência, oferecendo ao público uma narrativa visualmente experimental e carregada de fantástico.

O argumento central para o clipe floresceu de uma criação coletiva dos integrantes da Skarimbó: Gabriel Max, Geraldo Gondim, Hugo Diógenes, Magnus Brasil, Rafael Tigre e Victor Paes. Com essa base, Babi Baracho esculpiu uma narrativa envolvente, focando em um personagem que se encontra deslocado da rotina diária, navegando por paisagens que espelham tanto o mundo exterior quanto sua própria jornada interna em busca de significado.

“Miudinho” solidifica a profícua parceria entre a Skarimbó e a Caboré Filmes, iniciada com o aclamado clipe “Kumbayá”. A produção reitera a aposta em elementos do cinema fantástico, uma escolha que tenciona as fronteiras entre corpo, território, imaginação e rito, consolidando a audaciosa proposta estética da banda de construir universos visuais singulares a partir de sua rica produção musical.

“Atrai-me profundamente este imaginário que concebemos, com seres que parecem impossíveis no mundo real. Em ‘Miudinho’, o personagem central emerge como uma presença insólita, mas inegavelmente humana. Ele carrega em si medo, uma incessante busca, o estranhamento do novo e uma beleza intrínseca”, revela a diretora Babi Baracho.

A alma do personagem principal ganha vida através da interpretação visceral de Dumaresq, cuja atuação, tanto física quanto emocional, guia a narrativa do clipe. Corpo, gesto, silêncio e deslocamento emergem como pilares centrais da obra, que tocam a sensibilidade do espectador. Babi Baracho conta que o convite a Dumaresq nasceu de uma intuição, que logo se transformou em uma colaboração criativa intensa. “Lembro perfeitamente do dia em que convidei Dumaresq. Terminamos a conversa emocionados e cheios de ansiedade para começar a filmar. A entrega dele foi verdadeiramente belíssima, de corpo e alma, e isso transparece na tela”, compartilha a diretora.

A grandiosidade da produção reflete a união de talentos e o profissionalismo de diversos especialistas do audiovisual potiguar. Além da direção e do roteiro, ambos concebidos por Babi Baracho, o clipe contou com a produção executiva também de Babi Baracho e Luiza Oest. Luci Braga assumiu a direção de produção, enquanto Paula Vanina Cencig brilhou na direção de arte e figurino. A direção de fotografia foi um trabalho conjunto de Thamise Cerqueira e DAFB. Gabriel Max e Levi Herrera foram os responsáveis pela montagem e pelos impressionantes efeitos visuais, com Levi Herrera também se encarregando da colorização e finalização. A Caboré Filmes assina a distribuição, garantindo que esta obra chegue a um público amplo.

A canção “Miudinho”, composta por Geraldo Gondim, ganhou vida com a produção musical de Magnus Brasil, a mixagem primorosa de Gabriel Souto e a masterização de Yago Marques. Para a Skarimbó, a faixa encapsula uma parte essencial da proposta conceitual de “Dunares”, um álbum meticulosamente construído a partir de imagens que evocam deslocamento, espiritualidade, paisagem e movimento. No clipe, a genialidade reside em não ilustrar a música de forma literal, mas em criar uma nova e envolvente camada narrativa. Elementos como o contraste entre a cidade e a areia, o vento incessante e a presença humana, tudo isso se entrelaça para enriquecer a experiência. “Há uma força incrivelmente bela nesta simbiose entre cinema e música. O clipe transcende sua função de mera peça de divulgação para se estabelecer como uma obra de arte autônoma”, conclui Babi Baracho, enfatizando o valor artístico da produção.

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