ESTRATÉGIA ELEITORAL PL
Silas Malafaia orienta Flávio Bolsonaro a buscar mulher nordestina como vice
Pastor defende nome técnico ou político de fora do meio evangélico para reduzir resistências e ampliar o alcance nacional do senador
O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu uma recomendação estratégica do pastor Silas Malafaia para a composição de sua chapa presidencial: a escolha de uma mulher nordestina como candidata à vice-presidência. A orientação, revelada pela coluna Bela Megale, do jornal O Globo, foi apresentada nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026, com o objetivo de mitigar a resistência do eleitorado feminino e expandir a base de apoio que hoje favorece o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A sugestão de Silas Malafaia prioriza um perfil que se afaste do segmento evangélico, argumentando que a chapa já possui esse espectro contemplado pela figura do próprio Flávio Bolsonaro. A busca é por uma liderança que possua forte identificação com as raízes regionais do Nordeste, descartando, por ora, nomes focados estritamente no agronegócio ou no setor empresarial, sob a justificativa de que não trariam o ganho eleitoral necessário.
Entre os nomes citados no cenário político como possíveis candidatas estão a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a ex-presidente da Caixa Daniella Marques. A decisão final sobre a chapa cabe inteiramente ao senador, e trata-se de um movimento consultivo, não vinculativo, sujeito a alterações conforme as negociações do PL avançam. O próprio Silas Malafaia fez questão de enfatizar em declarações recentes que suas sugestões são apenas conselhos, reforçando não possuir poder decisório sobre a plataforma de campanha.
Este posicionamento marca uma mudança na postura do religioso em relação às eleições presidenciais. Em dezembro de 2025, Silas Malafaia havia se declarado contrário à candidatura de Flávio Bolsonaro, defendendo publicamente uma chapa encabeçada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com Michelle Bolsonaro como vice. A atual articulação busca evitar a repetição de dilemas vivenciados em 2022, quando a escolha de Jair Bolsonaro pelo general Walter Braga Netto como vice, em detrimento de um nome nordestino como Gilson Machado, de Pernambuco, gerou debates internos sobre a estratégia eleitoral.
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