DEFESA COMERCIAL BRASIL-EUA

Senador Flávio Bolsonaro viaja aos EUA para audiência sobre potencial tarifa sobre produtos brasileiros

Senador Flávio Bolsonaro em aeroporto antes de embarcar em avião.
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) embarcou para os Estados Unidos em busca de evitar sobretaxa a produtos brasileiros.

Parlamentar participará de audiência promovida pelo USTR em Washington nesta terça-feira (7) para debater sobre a possível imposição de sobretaxa de 25% a produtos nacionais.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) embarcou na noite de sábado, 4 de julho de 2026, para Washington, nos Estados Unidos, partindo do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

A viagem tem como objetivo sua participação em uma audiência pública, nesta terça-feira, 7 de julho de 2026, promovida pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos). Este órgão é o principal responsável pela investigação comercial que pode resultar na imposição de uma tarifa adicional sobre produtos brasileiros.

Flávio Bolsonaro atuará como um dos expositores no segundo e último dia dos debates. Sua manifestação está agendada para as 10h no horário de Washington, o que corresponde às 11h no horário de Brasília. O foco principal será defender a não implementação da sobretaxa e buscar uma solução negociada para o impasse comercial entre os dois países.

Segundo o senador, a medida punitiva prejudicaria significativamente exportadores e consumidores brasileiros, além de poder gerar ganhos políticos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Antes de sua viagem, Flávio Bolsonaro apresentou ao USTR um documento detalhado de 86 páginas. Nele, solicitou a suspensão do que chamou de 'tarifaço' e pediu especificamente que o sistema de pagamentos instantâneos, o Pix, seja excluído de qualquer disputa comercial.

A decisão final do governo americano sobre a adoção ou não da tarifa está prevista para ser anunciada até o dia 15 de julho de 2026.

Além da participação do senador brasileiro, a audiência contará com a presença de Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio). Ele se pronunciará em nome de entidades representativas do setor industrial brasileiro, como a CNI (Confederação Nacional da Indústria), a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional).

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