POLÊMICA FINANCEIRA
Senador desmente elo de Eduardo com dinheiro de filme
Flávio Bolsonaro refuta matéria do Intercept Brasil sobre gestão de fundos para a cinebiografia 'Dark Horse'.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) veementemente negou, nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, que seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, tenha gerenciado qualquer recurso financeiro destinado à produção de “Dark Horse”, a cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A contundente declaração do parlamentar à CNN surge em resposta a uma nova e detalhada reportagem do Intercept Brasil, que aponta o ex-deputado como produtor-executivo e peça chave em decisões orçamentárias e de financiamento do filme. Essa controvérsia acende um alerta sobre a transparência na captação e gestão de verbas para projetos de grande visibilidade ligados a figuras políticas, tocando diretamente na confiança pública e na clareza das informações que chegam à sociedade.
A reportagem do Intercept Brasil detalhou que um contrato, assinado em novembro de 2023, envolveria Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mário Frias (PL) como produtores-executivos através da GoUp Entertainment, empresa sediada nos Estados Unidos. O documento supostamente atribuía a Eduardo funções estratégicas relacionadas ao financiamento do filme, incluindo a prospecção de investidores, patrocínios e busca por incentivos fiscais.
Flávio Bolsonaro, no entanto, foi enfático ao afirmar que seu irmão não participou da gestão financeira. “O Eduardo não tem participação nisso. Ele vai soltar um vídeo que vai deixar tudo muito claro. Ele não fez gestão de dinheiro. Na verdade, ele foi uma pessoa que pôs dinheiro do bolso dele nesse projeto. Ele que conseguiu o diretor com padrão hollywoodiano”, assegurou o senador.
Ele também desmentiu que qualquer quantia do fundo privado que custeia o filme tenha sido direcionada a Eduardo. “Não existe nenhum centavo colocado nesse fundo privado que tenha ido para o Eduardo”, declarou.
A reportagem do Intercept ainda trouxe à tona mensagens atribuídas a Eduardo, nas quais ele sugeriria a movimentação dos recursos para o filme nos Estados Unidos. “O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para os EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de 6 meses, calculamos”, teria afirmado Eduardo, conforme o veículo. A reportagem, contudo, não especificou a data em que essas mensagens teriam sido trocadas.
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