ESCALA 6X1 PARADA
Senado Federal mantém em compasso de espera projeto sobre jornada de trabalho 6x1
Proposta aprovada pela Câmara dos Deputados aguarda definição no Senado. Especialistas alertam para impactos na rotina de trabalhadores e no setor produtivo.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa transformar a escala de trabalho 6x1 completa neste domingo, 28/06/2026, um mês sem avanços na sua tramitação no Senado Federal. A matéria, considerada prioritária pelo Governo, aguarda um passo decisivo do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para prosseguir na sua jornada legislativa.
Atingindo o Senado no dia 28 de maio, um dia após sua aprovação na Câmara dos Deputados em 27 de maio, o texto ainda não teve o envio para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) formalizado. A expectativa é que a discussão ganhe corpo na próxima quarta-feira, 1º de julho, com uma sessão temática dedicada ao tema no plenário da Casa. Este será o primeiro debate formal da proposta desde sua chegada à esfera federal, com Alcolumbre previsto para se reunir com parlamentares, centrais sindicais e representantes do Governo para alinhar os próximos passos.
A aprovação da PEC é um dos principais focos da nova líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE). Embora o Executivo demonstre interesse em agilizar o processo, o senador Alcolumbre indicou que a votação direta em plenário não ocorrerá sem antes uma análise aprofundada das possíveis alterações que o Senado pode propor. Caso o texto sofra modificações, a proposta terá que retornar à Câmara dos Deputados, o que potencialmente alonga o período de análise e aprovação.
A definição do relator da matéria também permanece em aberto. Rodrigo Pacheco (PSB-MG), um dos nomes considerados, já declarou que não assumirá a responsabilidade pela relatoria. Além da PEC da escala 6x1, outras pautas governamentais, como a PEC da Segurança Pública, o projeto sobre minerais críticos e o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), também seguem em espera no Senado.
O cerne da proposta é a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem alteração salarial e com a garantia de dois dias de descanso, implementada em duas fases ao longo de 14 meses. O setor produtivo expressa receios sobre o impacto financeiro e clama por medidas de compensação, enquanto o Governo argumenta que a medida pode impulsionar a produtividade e a qualidade de vida dos trabalhadores. A análise reflete o embate entre direitos trabalhistas e a sustentabilidade empresarial, temas que ressoam profundamente na dignidade do trabalhador e na dinâmica econômica do país.
Com informações da CNN.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário