FIM DA ESCALA 6X1

Senado avança na votação da PEC contra jornada 6x1 antes das eleições

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em Brasília.
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, articula os próximos passos da PEC contra a jornada 6x1.

A proposta, aprovada na Câmara, deve passar pela CCJ e plenário do Senado até as eleições, sob a presidência de Davi Alcolumbre. Outra PEC busca flexibilizar jornadas.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira, 27/05/2026, tem sua tramitação acelerada no Senado Federal. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), planeja convocar líderes partidários para definir o andamento da matéria, que seguirá primeiramente para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ser submetida à votação em plenário.

A expectativa nos bastidores do Senado é que a proposta seja analisada e votada antes do período eleitoral. A CCJ, primeira etapa do processo legislativo, é presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), que já sinalizou que dará prioridade à análise da PEC assim que ela for formalmente recebida e o relator definido. Ele afirmou que a proposta "tem o meu apoio e terá prioridade".

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em Brasília.
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, articula os próximos passos da PEC contra a jornada 6x1.

Simultaneamente, uma segunda PEC sobre jornada de trabalho iniciou sua tramitação na CCJ. Por determinação de Alcolumbre, uma proposta subscrita por 36 parlamentares, incluindo Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho e Styvenson Valentim, foi encaminhada à comissão. Este texto busca flexibilizar as regras trabalhistas, permitindo que os profissionais escolham entre a jornada semanal tradicional ou um modelo com maior liberdade baseado nas horas efetivamente trabalhadas.

Oposição planeja usar a PEC alternativa como ferramenta de negociação para propor modificações no texto aprovado pela Câmara. Entre as demandas estão mecanismos que facilitem acordos entre empregadores e empregados, a ampliação do período de adaptação às novas jornadas e medidas de compensação para setores econômicos impactados pela redução da carga horária.

Otto Alencar defende a análise conjunta das duas propostas pelo mesmo relator, visando a construção de um consenso. Ele ressalta que a CCJ já aprovou em dezembro de 2025 uma PEC que reduz a jornada semanal para 36 horas, mas esta matéria não chegou a ser pautada para votação em plenário por decisão da presidência do Senado.

Após a reunião de líderes, a definição da relatoria é um dos próximos passos cruciais. Rodrigo Pacheco figura entre os nomes cogitados para a função. A previsão é que todas as etapas legislativas sejam concluídas antes das eleições, exigindo esforço concentrado do Congresso, com senadores reunidos em Brasília mesmo durante períodos de articulação política estadual para assegurar o avanço das discussões.

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