AVANÇO CIENTÍFICO
Semente do Nordeste surpreende na luta contra diabetes
Estudo da UFRN demonstra que composto natural de tamarindo inibe enzima que eleva glicose após refeições. Aliado potente para milhões de brasileiros.
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) revelou, nesta quarta-feira, 06/05/2026, uma descoberta promissora para o controle da Diabetes Mellitus. Pesquisadores da instituição identificaram que um composto natural extraído da semente de tamarindo, um fruto típico do Nordeste brasileiro, pode ser um aliado potente na regulação da glicose no sangue, trazendo esperança para milhões de pessoas.
Esta pesquisa, desenvolvida no mestrado da aluna Larissa Souza e orientada pelos professores Ana Heloneida (Nutrição) e Davi Serradella (Química), aborda o desafio diário de pacientes diabéticos: evitar o aumento abrupto do açúcar no sangue após as refeições. O estudo mostrou que o inibidor de tripsina (TTI), presente na semente, consegue reduzir significativamente a atividade da α-amilase, uma enzima crucial na digestão de carboidratos que os transforma em açúcares simples.
Os testes laboratoriais foram claros: o composto reduziu a ação dessa enzima em mais de 37%. “Estes resultados sublinham o imenso potencial de compostos naturais para aprimorar a nutrição e a saúde humana”, afirma a professora Ana Heloneida, que lidera o renomado grupo NutriSBioativoS.
Para alcançar um nível tão detalhado de compreensão, a equipe da UFRN empregou a avançada capacidade computacional dos supercomputadores do Núcleo de Processamento de Alto Desempenho (NPAD). Com simulações in silico, os cientistas conseguiram visualizar com precisão como os fragmentos da semente se acoplam à enzima, bloqueando sua função digestiva e, consequentemente, moderando a absorção de glicose pelo organismo.
Embora ainda não haja produtos comerciais disponíveis, esta inovadora descoberta pavimenta o caminho para o desenvolvimento de novos alimentos funcionais e nutracêuticos. Para os milhões de brasileiros que convivem com a Diabetes Mellitus, essa pesquisa da UFRN representa um avanço vital na busca por melhor qualidade de vida e controle efetivo da doença.
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