MOBILIDADE E CONVIVÊNCIA

Segurança em condomínios: o desafio de carregar carros elétricos no Brasil

Carregador de carro elétrico instalado em vaga de garagem de condomínio.
A infraestrutura elétrica que leva energia até o carregador faz parte do prédio e pode ser compartilhada entre os demais condôminos. — Foto: Reprodução/TV Globo

A alta nas vendas de veículos elétricos exige adaptações estruturais e regras claras para evitar riscos elétricos e conflitos entre vizinhos.

Condomínios residenciais enfrentam um impasse crescente sobre a instalação de pontos de recarga para carros elétricos e híbridos em garagens. A decisão sobre como viabilizar essa infraestrutura envolve equilibrar o direito dos proprietários, o custo condominial e a segurança coletiva do edifício.

A necessidade de regulação do tema ganhou força devido ao crescimento da frota no Brasil. Especialistas ouvidos pela reportagem alertam que o perigo reside em instalações improvisadas, incapazes de suportar a demanda energética e que podem comprometer a segurança de todos os residentes.

Riscos e adaptações necessárias

Edifícios, especialmente os mais antigos, demandam auditorias rigorosas antes de qualquer obra. A infraestrutura exige revisão de cabeamento, quadros de energia e, frequentemente, o aumento de carga solicitado às concessionárias locais. O manuseio de baterias de íons de lítio, embora tecnológico, exige conformidade estrita com normas de segurança para mitigar riscos de combustão, cenário que já leva o corpo de bombeiros a aprimorar suas estratégias de resposta.

O custeio e o papel das assembleias

A divisão de gastos é o ponto central dos debates em assembleias. A prática recomendada é que a energia seja tarifada individualmente ao usuário do carregador, enquanto as melhorias estruturais no prédio devem ser aprovadas coletivamente. Em São Paulo, a legislação estadual já assegura o direito à instalação, desde que o morador comprove a viabilidade técnica e a segurança, sendo vedada a recusa injustificada pelo condomínio.

Valorização e futuro

Apesar dos atritos iniciais, especialistas e administradores enxergam a infraestrutura de recarga como um ativo que tende a valorizar os imóveis a longo prazo. O planejamento prévio e a contratação de profissionais qualificados são apontados como os caminhos fundamentais para que a modernização ocorra sem sacrificar a tranquilidade e a proteção dos moradores.

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