ALERTA SANITÁRIO NO BRASIL
Secretarias de Saúde investigam casos suspeitos de Ebola no SP e no Rio
Pacientes com histórico de viagem à África apresentam sintomas. Em SP, homem testou positivo para meningite; no Rio, viajante belga foi diagnosticado com malária. Investigação de Ebola segue.
A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo e a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro investigam, respectivamente em 31/05/2026, casos suspeitos de Ebola em dois pacientes que apresentaram sintomas compatíveis com infecções virais após passarem por países africanos com registros da doença. Em São Paulo, um homem de 37 anos, internado em isolamento no Hospital Emílio Ribas, testou positivo para meningite. No Rio, um viajante belga acompanhado pela Fiocruz foi diagnosticado com malária. Apesar dos resultados parciais, a possibilidade de Ebola não foi descartada e ambos permanecem sob monitoramento rigoroso.
A investigação se justifica pela combinação de histórico de viagens recentes a áreas de risco e a manifestação de sintomas que podem indicar febres hemorrágicas virais. Em São Paulo, o paciente, um imigrante da República Democrática do Congo, esteve recentemente no país africano. No Rio, o viajante belga esteve em Uganda. Embora as autoridades sanitárias não confirmem laboratorialmente a presença do Ebola, exames específicos ainda são pendentes, e a precaução é a tônica diante do cenário epidemiológico internacional.
No caso de São Paulo, o paciente, que está sedado e foi atendido inicialmente em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com febre alta e exames inconclusivos para malária, apresentou rápida piora clínica ao chegar ao Emílio Ribas, necessitando de intubação. Ele está sendo tratado com antibióticos e hidratação, e pessoas que tiveram contato com ele no avião e na UPA estão sob monitoramento. A unidade hospitalar segue protocolos de biossegurança, com o paciente em isolamento, e equipes de vigilância dos governos federal, estadual e municipal conduzem a investigação.
Já no Rio, o paciente apresenta quadro clínico leve com sintomas virais, como tosse, calafrios e diarreia, sem febre ou dor de cabeça intensa. Um dos testes realizados confirmou malária. Por precaução, devido ao histórico de viagem a Uganda, o paciente foi transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz, onde permanecerá isolado até o descarte da infecção pelo vírus. Equipes de vigilância estão rastreando possíveis contatos, orientando sobre o surgimento de sintomas.
Apesar da investigação, o risco de introdução do Ebola no Brasil e na América do Sul é considerado muito baixo. Especialistas apontam a ausência histórica de transmissão autóctone no continente, a falta de voos diretos para a região afetada e a forma de transmissão do vírus, que exige contato direto com fluidos corporais de pessoas sintomáticas. Profissionais e redes de saúde brasileiras demonstram alta capacidade para diagnóstico e contenção.
O Ebola é transmitido pelo contato direto com sangue, secreções e fluidos corporais de pessoas sintomáticas infectadas, manifestando sintomas como febre alta, dores de cabeça e musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Atualmente, há surtos em curso na República Democrática do Congo e em outros países africanos, com taxas de mortalidade preocupantes, o que reforça a vigilância das autoridades brasileiras.
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