COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL

Secom defende na Câmara campanha sobre fim da escala 6x1 como interesse social

Fachada do Palácio do Planalto em Brasília
Palácio do Planalto: Daniel Vorcaro do Banco Master esteve diversas vezes no local fora da agenda

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência justificou o uso da estrutura pública para promover o tema, rebatendo questionamentos sobre a finalidade das ações.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) reafirmou à Câmara dos Deputados o seu papel na divulgação de campanhas públicas ao tratar a discussão sobre o fim da jornada 6x1 como um tema de interesse social. A manifestação foi enviada nesta segunda-feira, 13/07/2026, em resposta a um requerimento formal da deputada Caroline de Toni (PL-SC), que questionava a utilização de recursos e da estrutura institucional para promover pautas relacionadas à escala de trabalho.

A controvérsia toca diretamente na rotina de milhões de trabalhadores brasileiros que buscam maior equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. Ao classificar a redução da jornada 6x1 como uma prioridade social, o governo defende que a publicidade institucional serve como ferramenta de mobilização e orientação sobre direitos fundamentais e condições laborais.

Samara Castro, chefe de gabinete do ministro Sidônio Palmeira, assegurou que todas as iniciativas publicitárias da pasta obedecem ao Manual de Procedimentos das Ações de Publicidade. De acordo com a representante, o processo de criação de cada peça é estritamente técnico e não contempla promoção pessoal de figuras políticas.

"Para cada item de planejamento, é possível realizar campanhas de oportunidade sobre temas de interesse da sociedade, a exemplo da redução da jornada 6x1, atendendo à dinâmica do governo", afirmou Samara Castro. A Secom reforçou que a veiculação atende aos princípios da administração pública, focando em informar e engajar a população em tópicos que impactam diretamente o cotidiano dos cidadãos.

A proposta sobre o fim da jornada 6x1 ganhou tração política significativa nos últimos meses, consolidando-se como um dos pilares da estratégia de reeleição do presidente Lula. Embora o texto tenha sido aprovado na Câmara em 27 de maio de 2026, a matéria enfrenta um hiato no Senado, onde aguarda movimentações para ser pautada.

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