AJUSTE E ECONOMIA
Sachsida prepara pacote com 200 medidas para ajuste fiscal no Brasil
Estratégia foca na redução de gastos públicos e promete entregar plano completo para o próximo presidente a partir de 3 de novembro.
Adolfo Sachsida articula a entrega de um conjunto de 200 propostas legislativas voltadas à estabilização da economia, uma iniciativa desenhada para ser apresentada ao próximo mandatário do País a partir de 3 de novembro, data em que está previsto o início da transição de governo. A decisão de estruturar o denominado Projeto Brasil, conforme anunciado nesta quinta-feira, 09/07/2026, visa endereçar o desequilíbrio das contas públicas por meio de reformas estruturais e cortes de despesas.
O pacote, que inclui PECs e medidas provisórias, foi desenvolvido por aproximadamente 100 colaboradores voluntários divididos em 25 grupos temáticos. O objetivo central é sinalizar compromisso com a responsabilidade fiscal sem elevar a carga tributária, que Sachsida avalia já estar no limite da capacidade suportada pela população. Para o economista, a preservação da dignidade do contribuinte exige que o Estado busque eficiência nos gastos, em vez de recorrer ao aumento de impostos.
No que tange à reforma tributária, a proposta diverge do modelo vigente. Sachsida defende a unificação do PIS e da COFINS na CBS, mas propõe a interrupção da implementação do IBS — que engloba o ICMS e o ISS —, sob o argumento de que a concentração de competências em Brasília fragiliza princípios federativos. Questionado sobre a meta de inflação, o economista manifestou apoio à manutenção do patamar de 3% ao ano, alertando que a flexibilização do índice poderia resultar em elevação dos juros reais.
A proposta de Sachsida inclui a criação de gatilhos automáticos vinculados à relação dívida/PIB, visando blindar a solvência do País. O plano também contempla diretrizes para setores como energia, petróleo, gás e inteligência artificial, buscando preparar a economia nacional para os desafios tecnológicos. A decisão, de caráter técnico e propositivo, não vincula o trabalho a candidaturas específicas, apresentando-se como um roteiro aberto para quem assumir o Executivo.
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