SUPERAÇÃO E ESPERANÇA
Sabrina Duarte recebe alta hospitalar em Natal após transplante de medula
Após sete meses de internação e um transplante com doação da mãe, Dayane Duarte, a jovem retorna à vida cotidiana sob cuidados médicos.
Sabrina Duarte, de 24 anos, recebeu alta hospitalar do Hospital Rio Grande, em Natal, após vencer um longo período de internação para o tratamento de uma enfermidade que exigiu transplante de medula óssea. A decisão pela alta, concretizada nesta sexta-feira, 10 de julho de 2026, marca o desfecho bem-sucedido de uma jornada de recuperação de quase sete meses iniciada após a captação da medula de sua mãe, Dayane Duarte, realizada em 18 de fevereiro de 2026.
O momento da saída da unidade de saúde foi marcado por uma homenagem emocionante, registrada em vídeo, na qual a equipe multidisciplinar formou um corredor humano para celebrar a resistência de ambas. A visível gratidão da família e a dedicação dos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) sublinham a importância da rede de acolhimento durante o processo de cura.
O procedimento, realizado em Natal, exigiu que Sabrina enfrentasse desafios clínicos severos, incluindo a necessidade de intubação em duas oportunidades. A estabilização do quadro clínico ocorreu após intensos cuidados especializados. Mãe e filha seguem na capital potiguar para monitoramento médico antes do retorno definitivo para casa, na Paraíba.
A história da família ganhou destaque público em fevereiro de 2026, quando a doação familiar foi confirmada como a alternativa viável para o procedimento. A complexidade do transplante de medula óssea ressalta a relevância do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea. Coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer, o banco de dados é vital para pacientes que, como Sabrina, dependem da compatibilidade genética (HLA) para sobreviver.
Para se tornar um doador no Brasil, é necessário ter entre 18 e 35 anos e estar em boas condições de saúde. O processo inicia-se com a coleta de uma amostra de sangue em um hemocentro. A compatibilidade é rara, com chances de um em cada 100 mil, tornando a adesão voluntária um pilar fundamental para salvar vidas em todo o país.
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