APOIO ESSENCIAL

Sabesp e Comgás ampliam auxílio a vítimas da explosão no Jaguaré

Vistoria da Defesa Civil após explosão no Jaguaré em São Paulo
Coletiva de imprensa com representantes do Estado, da Comgás e da Sabesp na comunidade Nossa Senhora das Virtudes II nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026.

232 famílias recebem R$ 5 mil via PIX até esta quarta-feira, 13 de maio de 2026; empresas cobrirão reformas e indenizações.

As empresas Sabesp e Comgás anunciaram nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, a elevação do auxílio emergencial para as 232 famílias impactadas pela explosão no Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo. Cada núcleo familiar receberá R$ 5 mil via PIX até o fim do dia, uma medida crucial para prover suporte imediato após o trágico acidente.

O incidente, que chocou a comunidade Nossa Senhora das Virtudes II na tarde de segunda-feira, 11 de maio de 2026, foi desencadeado quando uma obra da Sabesp atingiu uma tubulação de gás da Comgás. A tragédia ceifou a vida de Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos, e feriu outras três pessoas, deixando um rastro de destruição e um profundo impacto na vida dos moradores.

Samantha Souza, diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Sabesp, detalhou que 84 famílias já receberam o montante integral de R$ 5 mil. As demais, que inicialmente haviam recebido R$ 2 mil, receberão o complemento de R$ 3 mil via PIX nas próximas horas, garantindo o apoio prometido a todos.

“As equipes permanecem mobilizadas para assegurar que todas as famílias devidamente cadastradas recebam os valores ainda hoje”, reforçou a diretora durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026.

É fundamental ressaltar, conforme explicado pelas concessionárias, que o auxílio emergencial concedido é distinto do ressarcimento pelos prejuízos materiais aos imóveis. Sabesp e Comgás assumiram o compromisso de custear integralmente as reformas e indenizações necessárias para as residências afetadas pela explosão, um passo essencial para a recuperação e dignidade dessas famílias.

Situação dos Imóveis e o Caminho para a Reconstrução

O tenente Maxwell Souza, da Defesa Civil, informou que 105 imóveis foram meticulosamente vistoriados desde o ocorrido. Deste universo, 86 residências receberam o aval para o seguro retorno das famílias, trazendo um fôlego de esperança.

Contudo, a realidade de 14 imóveis ainda é incerta, pois permanecem interditados cautelarmente devido a danos estruturais que demandam reformas profundas. Para cinco residências, a situação é ainda mais grave: a interdição é definitiva, e a demolição será inevitável, representando a perda total do lar para seus ocupantes.

O tenente Maxwell Souza acrescentou que equipes das concessionárias iniciaram os trabalhos de avaliação e reparo logo após as inspeções técnicas. “Inicialmente, realizamos um mapeamento preventivo e temporário. Posteriormente, estabelecemos uma força-tarefa dedicada à análise detalhada de todos os imóveis e dos riscos estruturais presentes”, explicou.

Opções de Moradia Provisória e Suporte Habitacional

Durante a coletiva, o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco, anunciou que a CDHU já deu início ao cadastramento das famílias impactadas, assumindo a importante função de intermediar as indenizações junto às concessionárias, visando simplificar o processo para os moradores.

Um alívio significativo virá da CDHU, que poderá disponibilizar cerca de 40 imóveis recém-concluídos para as famílias que necessitarem de um local seguro durante o período de reformas. Essas unidades estão estrategicamente localizadas em regiões como Raposo Tavares, na Zona Oeste, e no Centro, oferecendo alternativas de acolhimento.

A flexibilidade é um ponto chave: as famílias terão a liberdade de escolher entre a locação social ou a aquisição de um novo imóvel por meio de carta de crédito. O secretário garantiu que a decisão da modalidade será totalmente dos moradores afetados, respeitando suas necessidades e preferências.

O coronel Élço Moreira da Silva Júnior, figura central na interlocução entre as secretarias estaduais, reiterou que a responsabilidade pelos custos integrais das indenizações e reconstruções recai sobre as concessionárias, reafirmando o compromisso com a reparação dos danos.

“As obras de reconstrução serão adaptadas às necessidades específicas de cada família, mas é primordial destacar que toda a indenização é de responsabilidade exclusiva das concessionárias”, enfatizou o coronel.

Restabelecimento do Fornecimento de Gás e Apoio Contínuo

Bruno Dalcomo, diretor institucional e regulatório da Comgás, assegurou que um contingente de aproximadamente 80 profissionais de ambas as concessionárias está empenhado na região, conduzindo trabalhos essenciais de vistoria, reparos e, crucialmente, no restabelecimento do fornecimento de gás para as áreas afetadas.

Uma boa notícia é que o fornecimento de gás no Condomínio Butantã já foi completamente normalizado. No entanto, o Condomínio Jaguaré, um complexo de cinco torres e aproximadamente 350 apartamentos, ainda aguarda a conclusão do processo de religação, que está em andamento.

Dalcomo informou que cerca de 70% das unidades residenciais do Condomínio Jaguaré já passaram por vistoria, e a expectativa é que as demais sejam avaliadas até o fim desta quarta-feira, 13 de maio de 2026. O diretor também tranquilizou os moradores ao afirmar que não foram detectados danos estruturais significativos nos edifícios.

“Garantiremos que as pessoas recebam quantas diárias de hotel forem imprescindíveis até que possam retornar a uma moradia permanente ou provisória”, prometeu o diretor da Comgás, reforçando o amparo às vítimas.

Detalhes da Explosão e Investigações em Andamento

A violenta explosão ocorreu por volta das 16h10 de segunda-feira, 11 de maio de 2026, na Rua Floresto Bandecchi, nas proximidades da Rua Dr. Benedito de Moraes, em Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo.

O estrondo devastador destruiu imóveis e causou danos significativos em dezenas de residências na área. Testemunhos em vídeo capturados por moradores revelam janelas estilhaçadas, a tremedeira das casas pela onda de choque e o eco dos pedidos de socorro logo após o impacto, pintando um cenário de caos e desespero.

Relatos à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros descrevem cenas dramáticas, com pessoas sendo arremessadas pela força da explosão e vítimas presas sob os escombros, evidenciando a intensidade e a brutalidade do evento.

O local foi prontamente isolado devido ao risco iminente de novos vazamentos de gás, mobilizando uma vasta força-tarefa composta por equipes do Corpo de Bombeiros, Samu, Defesa Civil, além de policiais civis e militares, em uma ação conjunta para garantir a segurança e prestar socorro.

As causas exatas do acidente estão sob rigorosa investigação, conduzida pela Polícia Civil, pelo Instituto de Criminalística e pela Arsesp, na busca por respostas e responsabilidades.

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