FACÇÕES VS TERRORISMO
Ronaldo Caiado defende equiparação de facções criminosas a terroristas para proteger a Amazônia
Ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), propõe enquadramento de grupos como PCC e Comando Vermelho como terroristas para atuação efetiva na Amazônia brasileira. A declaração foi feita em evento em São Paulo nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026.
[ { "type": "paragraph", "props": { "content": "Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, defendeu o enquadramento de facções criminosas como grupos terroristas no Brasil. A declaração foi feita durante um evento em São Paulo, nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026, onde Caiado apresentou suas propostas ao setor empresarial." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": ""A Amazônia brasileira é 100% comandada pelo Comando Vermelho e o PCC. Mais de 250 municípios hoje são 100% comandados pelo Comando Vermelho e pelo PCC. Muita gente diz 'Caiado, você vai implantar a tese do terrorismo?' Imediatamente", afirmou o pré-candidato em entrevista durante um ciclo de debates promovido pela Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil)." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": "Caiado argumentou que essa medida é a única forma de combater efetivamente os grupos criminosos na região amazônica, citando a insuficiência de tropas policiais militares para o território dominado por facções. Ele mencionou a necessidade da presença integral da Aeronáutica, Marinha e Exército Brasileiro para a ocupação territorial." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": ""Faremos alianças com os países que temos fronteira e com os Estados Unidos para esse enfrentamento. Assim como devolvi Goiás aos goianos, vou devolver o Brasil aos brasileiros de bem", declarou." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": "A proposta de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital), CV (Comando Vermelho) e outras facções criminosas como organizações terroristas tem sido um ponto de discussão entre o Governo brasileiro, autoridades internacionais e especialistas em segurança pública. Nos Estados Unidos, defende-se o rótulo para facilitar sanções financeiras e cooperação internacional contra facções transnacionais. Contudo, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) do Brasil argumenta que, sob a legislação atual, os grupos são motivados pelo lucro, não por terrorismo ideológico." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": "A Lei Antiterrorismo (Lei nº 13.260/2016) define terrorismo como atos motivados por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião. A administração do governo Donald Trump tem pressionado o Brasil pela adoção dessa classificação para o PCC e o CV, o que, segundo técnicos norte-americanos, permitiria a aplicação de sanções econômicas mais rigorosas e o congelamento de ativos no sistema financeiro internacional." } } ]
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