CRÍTICA ÁCIDA

Ronaldo Caiado critica Desenrola 2.0: 'cortesia com chapéu alheio' e risco ao FGTS

Ronaldo Caiado critica Desenrola 2.0: 'cortesia com chapéu alheio' e risco ao FGTS

Ex-governador de Goiás ataca uso do FGTS em programa federal e culpa governo Luiz Inácio Lula da Silva pelo endividamento nacional.

Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, atacou veementemente o programa Desenrola 2.0 nesta quarta-feira, 06 de maio de 2026. O líder político rotulou a iniciativa federal, que permite o uso do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) como garantia para renegociação de dívidas, como uma "cortesia com chapéu alheio", argumentando que ela transfere o ônus do endividamento para o próprio cidadão e pode comprometer recursos vitais para a habitação.

Durante entrevista à rádio "A Guardiã da Notícia", Caiado atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a responsabilidade pelo crescente endividamento da população brasileira e pela alta dos juros no país. "Esse desenrola é simplesmente tirar o seu dinheiro, que tá no FGTS, que é seu, e entregar para o banco. Ele tá fazendo cortesia com chapéu alheio", afirmou o ex-governador, enfatizando o caráter pessoal do recurso em questão.

O programa Desenrola 2.0, que entrou em vigor nesta semana, visa ampliar o acesso ao crédito e mitigar a inadimplência, permitindo que trabalhadores utilizem parte de seu fundo de garantia para quitar ou abater débitos bancários. Contudo, a crítica de Caiado foca na origem dos fundos e no suposto desvio de finalidade do FGTS.

"O dinheiro é seu. E você se endividou porque o Lula levou a taxa de juros. E aí ele tá dando uma de ‘bonzinho’ com você", declarou Caiado, expondo a sua visão sobre a relação entre a política econômica governamental e a situação financeira dos brasileiros. Ele também levantou preocupações sérias sobre o impacto da medida no financiamento habitacional.

"A população vai perder o seu FGTS. A política do FGTS, que é para produzir, construir mais casas, isso não é feito mais porque tão ficando sem poupança no Brasil", alertou o pré-candidato, sugerindo que o desvio de recursos do fundo para o programa de renegociação de dívidas esvazia a capacidade do país de investir em moradias populares, um impacto direto na dignidade social.

Na mesma entrevista, Ronaldo Caiado reiterou que a derrota do presidente Lula nas eleições de 2026 é uma "condição primária" para reverter o cenário econômico atual e resgatar a autonomia financeira de milhões de brasileiros. "É condição primária para você poder ter um outro modelo de governança no país capaz de fazer com que 82% da população saia desse grau de endividamento que vive hoje", concluiu, reforçando a urgência de uma mudança política para aliviar a pressão sobre as famílias endividadas.

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