PEDIDO DE NOVO JULGAMENTO
Romeu Zema pede novo julgamento para Jair Bolsonaro
Pré-candidato do Novo questiona STF e afirma ser contra tentativas de golpe. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária.
O pré-candidato à Presidência Romeu Zema solicitou, nesta terça-feira, 07/07/2026, um novo julgamento para o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração, dada em entrevista ao podcast No Osso, ressalta o desejo por uma análise mais aprofundada do caso, segundo Zema. Bolsonaro recebeu uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão pela 1ª Turma do STF, sob a acusação de liderar uma organização criminosa com o objetivo de mantê-lo no poder após a derrota nas eleições de 2022. O ministro Alexandre de Moraes atuou como relator do processo. "Talvez deveria ter rejulgamento [do ex-presidente] para avaliar. Vamos colocar em pauta novamente, aprofundar com pessoas mais isentas", afirmou Zema, defendendo a revisão do caso. Durante a entrevista, Zema comparou a situação de Bolsonaro à anistia concedida a opositores da ditadura militar. Ele foi confrontado sobre a diferença de que Bolsonaro teve amplo direito à defesa e julgamento, ao contrário de muitos anistiados daquele período. O pré-candidato também mencionou a operação Lava Jato, sendo novamente lembrado de que parte das ações dessa operação foi anulada por erros processuais, não por absolvição. Em seguida, o pré-candidato passou a questionar a competência do STF para julgar Bolsonaro pelos cinco crimes imputados: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Ao ser questionado sobre os riscos de uma anistia, Zema reconheceu o impacto significativo: "Muito grande. Concordo plenamente". Contudo, reiterou a defesa por uma nova análise do processo. "Agora, na minha opinião, teve mais condução política do que jurídica", argumentou Zema. Jair Bolsonaro atualmente cumpre prisão domiciliar humanitária. A medida, concedida por Alexandre de Moraes em março de 2026, com base no estado de saúde do ex-presidente, foi prorrogada em 03 de julho de 2026, com o ministro apontando melhora clínica. Em outra parte da entrevista, Zema buscou distanciar-se da imagem de aliado incondicional de Bolsonaro. "Por ter sido eleito junto com Bolsonaro, por ser de direita, por ser anti-PT, criou-se essa imagem [de ser bolsonarista]", declarou. Ele reafirmou seu compromisso com a democracia e sua oposição a quaisquer tentativas de golpe. Zema também expressou confiança nas urnas eletrônicas, defendendo, porém, a adoção de um mecanismo impresso para auditoria. "Todo mecanismo de melhoria é bem-vindo, mas confio. Fui eleito duas vezes", disse. Zema ainda comentou que estaria disposto a governar por apenas um mandato, caso isso fosse necessário para a aprovação de reformas estruturais, e criticou sindicatos da educação por, em sua visão, manterem um "pacto pela mediocridade".
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