PREVIDÊNCIA E ESTATAIS
Romeu Zema defende privatizar estatais e criticar "gastança"
Pré-candidato à Presidência, Romeu Zema propõe "privatizar tudo" e critica a taxa Selic e o custo do crime no Brasil. Afirmações foram feitas em evento da CNC em Brasília.
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, afirmou nesta quarta-feira, 08/07/2026, que pretende "privatizar tudo" caso seja eleito. A declaração, feita durante um evento da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) em Brasília, justifica-se pela visão de Zema de que os gastos do estado com empresas estatais são "desnecessários" e servem apenas para "fazer politicagem".
Em sua gestão em Minas Gerais, Zema relatou ter reduzido o número de estatais de 118 para apenas uma, a Cemig, justificando que as demais eram "cabides gigantes de emprego". Ele defendeu a administração privada como motor de crescimento, afirmando que empresas geridas pelo setor privado "decolaram".
Zema também detalhou os quatro pontos que considera cruciais para a melhoria da economia brasileira. O primeiro é o "choque moral", que ele associou à necessidade de criticar o que chamou de "chantagem" e "pressões corporativas" sobre presidentes de tribunais, citando sua própria experiência com um processo movido por Gilmar Mendes. O segundo ponto é o "fim da gastança", que, segundo ele, impacta negativamente indicadores econômicos como a taxa Selic a 14,5% e o crédito a 20%, "quebrando as empresas" e "lucrando" apenas os rentistas.
O pré-candidato defendeu ainda mudanças na previdência, uma reforma administrativa e a revisão de programas sociais. O terceiro aspecto, um "choque de gestão" na segurança pública, foi justificado com o exemplo de El Salvador, que, segundo ele, reduziu a criminalidade ao tratar organizações criminosas como terroristas e aplicar penas mínimas de 25 anos. Zema questionou o baixo custo do crime no Brasil, indagando se o país oferece "punição ou incentivo?".
No evento, Zema recebeu um documento com demandas do setor empresarial, que incluíam reforma administrativa, regulamentação da reforma tributária, modernização do Simples Nacional, atualização da legislação trabalhista e ampliação do acesso a crédito para micro e pequenas empresas. Também estavam presentes os pré-candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD), enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não compareceu por conflito de agenda.
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