GOVERNO E BENEFÍCIOS

Romeu Zema defende corte de benefício social para quem recusar emprego e gerar 'imprestáveis'

Pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) em evento.
Pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, propôs o fim de auxílios a quem rejeitar oportunidades de trabalho. Medida visa impulsionar mercado e combater dependência, mas gera debate sobre dignidade e políticas públicas.

O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, defendeu nesta quinta-feira, 09/07/2026, o corte de benefícios de programas sociais para pessoas que recusarem ofertas de emprego. A proposta, apresentada durante o evento “Agenda dos Presidenciáveis”, promovido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), busca incentivar a inserção no mercado de trabalho e combater a dependência de auxílios.

Segundo Zema, a intenção é cancelar o benefício de quem recusar duas ou três oportunidades de emprego. "Se eu for eleito, beneficiário de programa social que recusar duas, três ofertas de emprego, terá o benefício cortado. Caso contrário, vamos conviver com essa geração de imprestáveis que estamos vendo", declarou o político. Ele também sugeriu que os beneficiários concluam o ensino fundamental, médio ou profissionalizante enquanto estiverem fora do mercado de trabalho, visando qualificá-los para futuras colocações.

A fala de Zema durante o encontro, que também contou com a participação do pré-candidato Ronaldo Caiado, do Partido Social Democrático, gerou repercussão. Críticos argumentam que a medida pode afetar a dignidade de famílias vulneráveis e que políticas públicas devem focar em oportunidades reais e capacitação, não em punições que podem agravar a exclusão social. A proposta se insere em um debate mais amplo sobre a eficácia e o impacto social dos programas de transferência de renda no Brasil.

O ex-governador de Minas Gerais aproveitou a ocasião para reiterar outras propostas de campanha, como a defesa de mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para flexibilizar as regras trabalhistas e impulsionar a economia. Zema também defendeu a privatização de todas as empresas estatais federais, com os recursos destinados à redução da dívida pública e a investimentos em infraestrutura.

Com informações do jornal O Globo.

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