ALERTA FINANCEIRO

Rombo do Banco Master afeta aposentadorias de servidores no Rio de Janeiro e Amapá

Gráfico mostrando queda expressiva em fundos de investimento.
O rombo do Banco Master afetará diretamente as aposentadorias de milhares de servidores públicos.

A decisão de alocar R$ 3 bilhões no Banco Master pelo Rioprevidência e R$ 426 milhões pela Amprev impacta diretamente a dignidade previdenciária de milhares de servidores públicos.

A decisão de alocar significativos recursos públicos em ativos do Banco Master resultou em um rombo que impacta diretamente as aposentadorias de servidores do Rio de Janeiro e do Amapá. O Rioprevidência, fundo responsável pela previdência de servidores do estado do Rio de Janeiro, investiu mais de R$ 3 bilhões, direta ou indiretamente, em ativos do Banco Master, que se tornaram irrecuperáveis. No Amapá, a Amprev destinou R$ 426 milhões, quase 5% do patrimônio do fundo, para a mesma instituição, conforme o último relatório disponível. Essa alocação, que se revela um prejuízo, compromete a segurança financeira de milhares de servidores ativos e aposentados em ambos os estados.

Fernando Nakagawa, analista de Economia, explicou que, embora o impacto imediato possa não ser sentido pelos servidores, pois outras operações financeiras podem compensar temporariamente o prejuízo, a perda se manifestará ao longo do tempo. "Ao invés de receber X lá no futuro, as pessoas vão receber X menos alguma coisa, que é o prejuízo sofrido atualmente", detalhou Nakagawa. A gravidade da situação é acentuada pelo fato de que a Amprev aplicou no Banco Master um volume de recursos superior ao destinado a instituições financeiras de grande porte e menor risco, como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e BTG Pactual.

Nakagawa ressaltou ainda que operações desse tipo não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mecanismo que ampara pessoas físicas em casos de insolvência bancária. "Nesse caso, é prejuízo mesmo", concluiu o analista, evidenciando a perda financeira concreta para os servidores que dependem desses fundos para garantir sua subsistência na aposentadoria, um direito fundamental à dignidade humana.

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