ARTICULAÇÃO NO SENADO

Rogério Marinho e oposição pedem prisão de Alexandre de Moraes à PGR

Edifício da sede da Procuradoria-Geral da República vista de baixo
Fachada do prédio da Procuradoria-Geral da República em Brasília — Rogério Marinho e aliados assinam notícia-crime à PGR pedindo prisão preventiva do ministro Alexandre de Moraes por suspeitas graves | Reprodução

Parlamentares acionam a Procuradoria-Geral da República por suspeitas de tráfico de influência e obstrução de investigação.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da Oposição no Senado, formalizou nesta terça-feira (01/09) uma notícia-crime junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a prisão preventiva e o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa busca apurar alegações de tráfico de influência e obstrução de justiça que, segundo os signatários, teriam impacto direto na integridade das instituições democráticas.

A representação conta com a adesão do Partido NOVO e dos deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição na Câmara. O grupo baseia o pedido em um relatório da Polícia Federal que aponta supostas mensagens entre o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro do STF. Tais diálogos levantariam suspeitas sobre a atuação de autoridades em favor da instituição financeira.

No cerne da denúncia está o contrato de prestação de serviços advocatícios entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. A representação menciona valores contratuais na casa dos R$ 131 milhões, com pagamentos que somariam cerca de R$ 80 milhões, levantando questionamentos sobre a transparência do vínculo profissional.

Sob o viés técnico, a medida impetrada pelos parlamentares invoca requisitos do Código de Processo Penal, argumentando que a permanência do magistrado no exercício de suas funções colocaria em risco a eficácia de futuras investigações. Cabe ressaltar que a notícia-crime constitui um pleito formal de averiguação; a decisão sobre o prosseguimento da denúncia ou a decretação de qualquer medida cautelar depende exclusivamente das autoridades competentes.

Paralelamente, a oposição enviou ofício ao presidente do Supremo, Edson Fachin, pedindo uma sessão pública para discutir os fatos. Além disso, foi solicitado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e apresentada uma nova petição de impeachment contra Alexandre de Moraes, reforçando o clima de crise institucional que marca o cenário político atual.

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