INVESTIGAÇÃO URGENTE

Rogério Marinho aciona STF para apurar vazamento de áudios de Flávio Bolsonaro

Rogério Marinho em Brasília, após acionar o Supremo Tribunal Federal para apurar vazamento de áudios de Flávio Bolsonaro.
O senador Rogério Marinho, líder da oposição, acionou o STF para investigar vazamento de áudios envolvendo Flávio Bolsonaro.

Senador pede esclarecimentos sobre suposto repasse de R$ 134 milhões para financiar filme de Jair Bolsonaro, temendo seletividade na divulgação de informações.

Senador Rogério Marinho acionou o Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando ao ministro André Mendonça uma rigorosa apuração "sem seletividade" sobre o vazamento de áudios atribuídos a Flávio Bolsonaro. O pedido, feito na manhã de 14 de maio de 2026, em Brasília, reflete a profunda preocupação com a integridade do processo investigativo e o potencial impacto na dignidade das pessoas envolvidas, gerando questionamentos sobre a justiça e a transparência em casos de grande repercussão política.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-SP), expressou à CNN Brasil sua indignação com a forma como as informações foram divulgadas. Para Marinho, o vazamento ocorreu de maneira criminosa, revelando uma preocupante seletividade que compromete a lisura da apuração. "Foi vazado de forma criminosa, há seletividade no vazamento de informações. Procurei Mendonça e pedi que observasse essa situação. Queremos esclarecimentos, mas não seletividade", enfatizou o senador.

Os áudios, divulgados pelo Intercept Brasil em 13 de maio de 2026, levantaram sérias controvérsias. A publicação detalhou supostas conversas entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, nas quais teriam negociado um repasse de R$ 134 milhões. O montante estaria destinado a financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Diante da repercussão, Flávio Bolsonaro prontamente negou qualquer irregularidade. Por meio de um vídeo, ele admitiu ter buscado apoio financeiro para o projeto audiovisual, ressaltando que sua função se limitava à prospecção de patrocinadores. A produtora GOUP Entertainment também se manifestou, garantindo, em nota, que não recebeu recursos de Vorcaro ou de empresas a ele vinculadas.

O escândalo, que transcende a esfera jurídica, já causa grande agitação no cenário político. No entorno de Flávio Bolsonaro, aliados avaliam os possíveis reflexos na pré-campanha presidencial e manifestam apreensão com a possibilidade de novos vazamentos, especialmente aqueles ligados à investigação do caso Master. A apuração solicitada por Rogério Marinho busca restaurar a confiança na imparcialidade das investigações e proteger as partes de manipulações informativas.

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