ALERTA METEOROLÓGICO

Rio Grande do Norte inicia temporada de ventos com previsão de rajadas mais fracas devido ao El Niño

Gilmar Bristot, meteorologista da Emparn, em entrevista.
Gilmar Bristot, meteorologista da Emparn, explica as previsões para a temporada de ventos.

Meteorologista da Emparn explica que o fenômeno El Niño atuará sobre o Oceano Pacífico, impactando a intensidade dos ventos e as temperaturas no Estado.

A temporada de ventos no Rio Grande do Norte iniciou em julho de 2026 com uma previsão de rajadas menos intensas do que nos anos anteriores. A mudança na intensidade é atribuída à atuação do fenômeno El Niño, que afeta o Oceano Pacífico. Essa condição climática tende a reduzir a força dos ventos e diminuir o volume de chuvas, especialmente na segunda metade de julho. Adicionalmente, espera-se um aumento nas temperaturas entre setembro e novembro. Gilmar Bristot, meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), informou que as alterações já são perceptíveis. "Essa condição deverá apresentar uma diminuição das chuvas, porque nós estamos com um fenômeno El Niño acontecendo no Oceano Pacífico, e as consequências aqui para a gente é uma diminuição das chuvas, principalmente na segunda quinzena de julho, e um aumento da temperatura durante os meses de setembro, outubro e novembro." ![Temporada de ventos começa com previsão de rajadas mais fracas no rn | notícias do rio grande do norte Gilmar Bristot EMPARN (65)](https://agorarn.com.br/files/uploads/2026/07/Gilmar-Bristot-EMPARN-65-scaled-e1783463809327-830x468.jpg) O encerramento do período chuvoso marca o início da estação de ventos no Estado, que normalmente registra rajadas entre 40 km/h e 60 km/h. Contudo, a Emparn projeta uma circulação de ventos mais branda em 2026, em decorrência da influência do El Niño. Bristot detalhou que o fenômeno cria um bloqueio atmosférico. "Em setembro, outubro e novembro nós estaremos em plena estação dos ventos no Nordeste. O El Niño forma um bloqueio, uma alta pressão aqui sobre a América Central, sobre a região Nordeste, dificultando o fluxo do vento. Provavelmente, nós teremos uma diminuição dos ventos, a estação dos ventos deste ano será com ventos mais fracos, calmos." A redução na circulação do ar também impactará o aumento das temperaturas, com efeitos mais notáveis nas áreas litorâneas. "Além de diminuir o vento, consequentemente, nós teremos aumento das temperaturas aqui no litoral, principalmente. No interior do Estado já é quente." A previsão da Emparn é que os efeitos do El Niño se estendam até os primeiros meses de 2027, com influência sobre o regime de chuvas. "Há uma grande expectativa de que esse El Niño consiga, pelo menos, ir até os primeiros meses de 2027, trazendo, assim, a diminuição de chuvas. Para o interior do Estado, por enquanto, nós não teremos uma mudança drástica no comportamento do clima nos próximos meses, porque as condições, normalmente, nessa época do ano, não chove e as temperaturas são elevadas. O que o sertanejo vai sentir nessa época do ano, nos próximos meses, é uma diminuição do vento." ![Temporada de ventos começa com previsão de rajadas mais fracas no rn | notícias do rio grande do norte Gilmar Bristot EMPARN (54)](https://agorarn.com.br/files/uploads/2026/07/Gilmar-Bristot-EMPARN-54-1024x684.jpg) Embora a redução das chuvas seja esperada, o impacto imediato no interior potiguar será menos expressivo, visto que o período é naturalmente seco. A principal mudança será a menor intensidade dos ventos. Um possível prolongamento do fenômeno poderá afetar o regime de chuvas no início de 2027. Na capital, as madrugadas ainda registram temperaturas amenas, mas a tendência é de elevação da sensação térmica com a diminuição dos ventos. "As madrugadas aqui em Natal estão com a temperatura variando em torno de 21, 22 graus. Para um cenário de aquecimento e de ilha de calor, como Natal tem se transformado nesses últimos anos, até que é uma temperatura bem razoável. Até está bastante frio, mas essa diminuição do vento trazida pela condição de El Niño vai favorecer, sim, o aumento da temperatura, também na questão do aumento da sensação térmica." A menor circulação do ar dificulta a dispersão da umidade, elevando a sensação de calor. "Porque se você tem menos trânsito do ar, se tem umidade, ela fica mais concentrada sobre o local e a umidade retém calor. Então, as pessoas vão ter dificuldade de transpirar, isso aí, consequentemente, aumenta a sensação térmica." Diante deste cenário, Bristot recomenda cuidados à população. "A pessoa tem que se hidratar bastante e evitar se expor muito ao sol, porque teremos um período com pouca formação de nuvens. Se você tem radiação direta, pode trazer consequências, como doenças de pele, doenças respiratórias por falta de umidade, mas tudo o que dá para controlar, se a pessoa tiver um pouquinho de cautela."

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário