AVANÇO SIGNIFICATIVO NO RN

Rio Grande do Norte alcança índice de desenvolvimento humano elevado, superando 0,778 em 2024

Paisagem aérea da cidade de Natal, Rio Grande do Norte.
Fotos Aérea de Natal

O estado registrou um crescimento de 5,4% em seu Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) entre 2019 e 2024, posicionando-se entre as unidades federativas com maior evolução proporcional no Brasil.

{"blocks":[{"key":"17d4p","text":"O Rio Grande do Norte registrou um dos maiores crescimentos do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil, alcançando o índice de 0,778 em 2024. A decisão de divulgar os dados foi tomada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Fundação João Pinheiro. O estado evoluiu de 0,738 em 2019 para 0,778 em 2024, um crescimento de 5,4% no período. Esse avanço significativo coloca o Rio Grande do Norte entre as unidades federativas com maior evolução proporcional no indicador, refletindo um impacto positivo na qualidade de vida e nas oportunidades oferecidas aos seus cidadãos.","type":"paragraph"},{"key":"6g26v","text":"O levantamento revelou ainda que o Brasil atingiu, pela primeira vez, a classificação de “muito alto desenvolvimento humano”. O índice nacional avançou de 0,744 em 2012 para 0,805 em 2024, superando a faixa considerada “alta” (entre 0,700 e 0,799) na qual o país se encontrava anteriormente. ","type":"paragraph"},{"key":"a3v9b","text":"Apesar do progresso notável, o Rio Grande do Norte ainda se situa abaixo da média nacional e do desempenho de regiões como o Sul, Sudeste e o Distrito Federal, que lidera o ranking com 0,866. São Paulo ocupa a segunda posição com 0,838. ","type":"paragraph"},{"key":"25a5p","text":"No contexto nordestino, o Rio Grande do Norte desponta entre os maiores crescimentos, ao lado de Alagoas e Piauí. Contudo, a região como um todo permanece abaixo da média brasileira. O estado potiguar superou Alagoas (0,746), Maranhão (0,745) e Bahia (0,759) em seu índice atual. ","type":"paragraph"},{"key":"66h7s","text":"O estudo, que avalia longevidade, educação e renda em uma escala de 0 a 1, foi realizado com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE e pesquisadores da Fundação João Pinheiro. A metodologia adapta os critérios do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) global à realidade brasileira, abrangendo estados, o Distrito Federal e regiões metropolitanas. ","type":"paragraph"},{"key":"547f8","text":"Os dados também evidenciaram a persistência de desigualdades raciais e de gênero. O desenvolvimento da população negra avançou mais rapidamente que o da branca (10,3% contra 5,5%), mas o IDHM negro (0,774) ainda é cerca de 10% inferior ao branco (0,851). No recorte de gênero, o IDHM masculino (0,802) alcançou a faixa de “muito alto desenvolvimento humano”, enquanto o feminino (0,798) permaneceu em “alto”. Em termos de renda, a disparidade se acentuou, com homens auferindo R$ 1.604,30 e mulheres R$ 1.260,45.","type":"paragraph"},{"key":"1o8d8","text":"Na longevidade, a expectativa de vida das mulheres é de 79,88 anos, superior aos 73,3 anos dos homens. O levantamento de 2024 posicionou nove unidades federativas acima da média nacional, concentradas nas regiões Sul e Sudeste, além de Mato Grosso e Goiás, enquanto todos os estados do Norte e Nordeste ficaram abaixo da média. ","type":"paragraph"}]}

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