TECNOLOGIA CONTRA CRIMES

Rastreador de GPS leva à condenação de assaltante em Mossoró

Viaturas da Polícia Militar patrulhando ruas de cidade brasileira
Policiais militares em operação de patrulhamento urbano — Foto: Imagem ilustrativa gerada por IA

A 4ª Vara Criminal de Mossoró sentenciou um homem a mais de sete anos de reclusão após rastreamento de smartphone localizar o paradeiro do suspeito.

A tecnologia de geolocalização foi determinante para a condenação de um homem envolvido em um assalto a duas mulheres em Mossoró, na região Oeste potiguar. A decisão, proferida pela 4ª Vara Criminal de Mossoró, estabeleceu uma pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão, além do pagamento de 70 dias-multa, pelo crime cometido em 27/11/2021.

O episódio ocorreu no final da tarde, por volta das 17h, quando as vítimas foram abordadas por dois homens em uma motocicleta verde em frente a uma igreja. Sob ameaça de arma de fogo, os criminosos exigiram os aparelhos celulares das vítimas, incluindo um iPhone 11 Pro Max avaliado em R$ 7 mil. A ação criminosa gerou um impacto direto na sensação de segurança das vítimas, que tiveram sua rotina violada em um momento de tranquilidade.

Após a fuga dos suspeitos, uma das vítimas acionou a Polícia Militar e forneceu as coordenadas fornecidas pelo sistema GPS do iPhone. O rastreamento permitiu que a guarnição seguisse o sinal do aparelho até um imóvel específico. Ao notar a presença policial, o acusado tentou se esconder no telhado e arremessou o dispositivo em direção a um matagal, buscando ocultar o produto do roubo.

A juíza Andressa Luara Fernandes, responsável pelo caso, destacou que o conjunto de provas foi robusto o suficiente para afastar as alegações da defesa. Além do rastreamento do aparelho, a magistrada fundamentou a sentença na compatibilidade da motocicleta usada no crime com a descrita pelas vítimas e no reconhecimento de um capacete encontrado no local da prisão.

O réu cumprirá a pena inicialmente em regime semiaberto. O aparelho foi recuperado e devolvido à proprietária, restaurando parte do patrimônio afetado. A decisão é passível de recurso, permitindo que as partes questionem os termos da condenação nas instâncias superiores.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário