ALÍVIO NO BOLSO
Queda nos preços de frutas e café ajuda a frear a inflação em junho de 2026
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram desaceleração no grupo de Alimentação e bebidas, trazendo fôlego ao orçamento das famílias.
O recuo nos preços de itens essenciais como café e frutas foi determinante para conter a pressão inflacionária durante o mês de junho de 2026, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicados nesta sexta-feira, 10/07/2026. Esse movimento garantiu uma desaceleração de 0,24% no grupo Alimentação e bebidas, um alívio necessário para o orçamento doméstico após o setor ter registrado uma alta de 1,33% em maio.
O impacto positivo reflete diretamente na mesa das famílias, marcando a primeira queda na alimentação no domicílio registrada ao longo deste ano, com retração de 0,39%. O café moído, que ficou 3,72% mais barato, liderou a lista de quedas ao lado das frutas (-1,58%) e das carnes (-0,64%). Para o consumidor, a redução desses itens básicos é um alívio parcial diante do custo de vida atual.
Apesar da deflação em itens de despensa, o índice geral da inflação encerrou junho de 2026 com alta de 0,16%, acumulando 3,36% no ano e 4,64% nos últimos 12 meses. Esse patamar permanece acima do centro da meta de 3% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que permite uma oscilação entre 1,5% e 4,5%.
A pressão inflacionária no mês foi impulsionada pelo grupo Habitação, que registrou variação de 0,63%, influenciada majoritariamente pela alta nos custos de energia elétrica. Enquanto o custo de vida nas residências subiu, o setor de Alimentação e bebidas atuou como o principal amortecedor para o índice oficial.
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