DIPLOMACIA EM FOCO
Quaest: 43% dos brasileiros veem Lula mais forte após encontro com Trump
Levantamento Genial Investimentos-Quaest, com 2.004 pessoas, aponta otimismo. 60% creem que diálogo com Trump é bom para o Brasil.
Uma pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, revelou que quase metade dos brasileiros, 43%, avalia que o presidente Lula emergiu mais fortalecido de seu encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O levantamento, que mede a percepção pública sobre um dos eventos diplomáticos mais aguardados, destaca o impacto da reunião de alto nível realizada na Casa Branca na última quinta-feira, 7 de maio de 2026.
Essa percepção pública é crucial, pois reflete a confiança da população na capacidade do presidente de conduzir a política externa e fortalecer a posição do Brasil no cenário global. A diplomacia, muitas vezes vista como distante do cotidiano, toca diretamente na imagem do país e nas oportunidades de desenvolvimento, comércio e cooperação, influenciando a dignidade e o futuro coletivo dos cidadãos.
Os dados, encomendados pela Genial Investimentos e coletados entre os dias 8 e 11 de maio de 2026, apontam que, enquanto 43% veem Lula mais forte, 26% consideram que ele saiu mais fraco do encontro e 13% avaliam que sua imagem permaneceu inalterada. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%, e seu registro no TSE é BR-03598/2026.
A pesquisa detalha ainda que 60% dos entrevistados consideram que o diálogo entre os líderes é benéfico para o Brasil, contra 18% que o veem como prejudicial. Isso demonstra um otimismo predominante sobre a importância de manter canais abertos com uma das maiores potências mundiais, independentemente das divergências políticas ou ideológicas.
Em relação ao conhecimento do evento, 70% dos participantes afirmaram já ter sabido do encontro na Casa Branca, enquanto os 30% restantes tomaram conhecimento no momento da pesquisa. A visibilidade do evento sublinha a relevância de sua cobertura midiática e o interesse público em questões de política internacional.
Quando questionados sobre o caráter da reunião, 37% a consideraram mais positiva para Lula, e 20% a avaliaram como mais negativa. Os resultados completos sobre essa percepção se distribuem da seguinte forma:
- Mais positiva: 37%
- Mais negativa: 20%
- Nem positiva, nem negativa: 6%
- Não sabe/não quis responder: 37%
Outro ponto abordado foi a postura de Lula durante o encontro. A maioria esmagadora, 56%, avaliou a postura como "amigável", enquanto apenas 13% a consideraram "dura". Esse dado sugere uma aprovação da abordagem diplomática de conciliação e abertura ao diálogo, essencial para a construção de pontes entre nações.
A pesquisa Quaest também investigou a percepção sobre o tipo de relacionamento ideal entre o Brasil e os Estados Unidos. A opção por uma relação de "Aliado" cresceu significativamente, passando de 43% em abril para 56% em maio de 2026. Em contrapartida, a preferência por uma relação "Independente" diminuiu de 40% para 29%, e a de "Opositor" caiu de 9% para 6%. Essa mudança de mentalidade pode indicar uma crescente valorização da cooperação e do alinhamento estratégico com o país norte-americano.
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