CRIME ORGANIZADO E AMEAÇAS

Quadrilha de Agiotas mantém 300 pessoas sob ameaça na Grande BH

Capturas de tela de mensagens de ameaças enviadas por agiotas a vítimas na Grande BH
Capturas de tela de ameaças sofridas pelos devedores na Grande BH — Foto: TV Globo/Reprodução

Investigação da Polícia Civil revela esquema de juros abusivos e coação violenta contra pequenos comerciantes; 14 suspeitos foram presos.

Mais de 300 vítimas de uma rede de agiotas denunciaram um esquema de extorsão e ameaças na Grande BH, conforme revelado pela Polícia Civil nesta segunda-feira, 13/07/2026. A decisão de investigar o grupo ocorreu após o aumento sistemático de relatos sobre cobranças violentas, invasão de domicílios e exposição vexatória de devedores, práticas que visam desestabilizar a rotina das famílias e manter indivíduos sob controle constante.

O impacto dessas ações na dignidade humana é profundo. Ao transformar o cidadão comum em um refém financeiro, os criminosos não buscam apenas o lucro, mas a submissão total da vítima. O delegado regional de Contagem, Rodolpho Tadeu Machado, destaca que o perfil dos alvos são pessoas em situação de vulnerabilidade, como mulheres que residem sozinhas e pequenos comerciantes locais. A angústia causada pela perseguição diária tem levado vítimas a quadros graves de depressão e tentativas de autoextermínio.

Em operação deflagrada em maio, a Polícia Civil prendeu 14 indivíduos e apreendeu mais de 60 veículos utilizados para realizar as rondas de cobrança. O grupo, formado por brasileiros, colombianos e venezuelanos, utiliza táticas de terror psicológico, que incluem pichações em muros e a publicação de dados privados em redes sociais. Segundo o delegado Raphael Souza Boechat, da 6ª Delegacia de Contagem, a lógica da organização é manter a pessoa presa em um ciclo perpétuo de dívidas, agindo como um sistema de escravidão moderna.

As investigações seguem em curso e as autoridades reforçam a importância das denúncias. Por se tratar de um processo investigativo em andamento, cabe às autoridades judiciárias definir os próximos passos processuais quanto à manutenção da prisão dos acusados e possíveis desdobramentos de condenações.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário