BRIGA POR VAGAS

PT reage a Jean Paul Prates e reforça que suplências seguem abertas no palanque de Lula no RN

Samanda Alves, presidente estadual do PT, em entrevista à TV Ponta Negra.
Samanda Alves, presidente estadual do PT, em entrevista à TV Ponta Negra.

Presidente estadual do PT, Samanda Alves, contesta declarações de Jean Paul Prates sobre definição de suplências para o Senado. Decisão agora envolve aliança governista.

A entrevista concedida por Samanda Alves à TV Ponta Negra, em 24 de maio de 2026, foi interpretada nos bastidores do governismo como uma resposta direta às recentes declarações do ex-senador Jean Paul Prates sobre a definição das suplências ao Senado. A movimentação política demonstra a importância da unidade na construção de alianças.

Nas últimas semanas, Jean Paul Prates vinha sustentando que caberia exclusivamente ao PDT definir a composição da chapa de Rafael Motta, incluindo a primeira suplência, espaço que o próprio ex-senador reivindica dentro do modelo apresentado pelo partido. No entanto, este discurso gerou descontentamento em setores influentes do PT.

A cúpula petista e integrantes da presidência estadual do PT não ficaram satisfeitos com o tom adotado por Jean Paul Prates ao tratar o tema como uma definição interna do PDT, sem submeter a discussão ao conjunto de partidos que compõem o chamado “time de Lula no RN”.

A fala de Samanda Alves reforça o movimento contrário: o de que as suplências e a vaga de vice-governador seguem abertas dentro de uma construção coletiva da aliança governista. Ao afirmar que “não dá para ser o meu suplente preferencial sem ouvir aqueles que estão construindo esse palanque conosco”, a presidente estadual do PT sinaliza que o partido não reconhece como encerrada a discussão sobre os espaços na majoritária, defendendo um processo mais inclusivo que preserve a dignidade das negociações políticas.

Aliados do PT avaliam que Jean Paul Prates antecipou um debate que ainda não foi pactuado por todas as legendas da base. A reação pública de Samanda Alves foi vista internamente como um recado político claro de que as definições passarão pelo crivo coletivo da aliança e não apenas pela autonomia partidária defendida pelo PDT. Essa abordagem busca garantir que todas as partes se sintam representadas e valorizadas no processo decisório, fortalecendo o diálogo e a coesão da base aliada.

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