DIÁLOGO RELIGIOSO AMPLIADO
PT busca aproximação com evangélicos, focando em políticas sociais e evitando pauta de costumes
Partido dos Trabalhadores divulga carta ao segmento evangélico, enfatizando ações sociais e buscando convergências de valores, sem abordar temas polêmicos.
{"blocks":[{"key":"4h03q","type":"paragraph","data":{"text":"O Partido dos Trabalhadores (PT) buscou estreitar laços com o eleitorado evangélico ao divulgar, na noite desta segunda-feira, 26 de abril de 2026, uma carta direcionada a este segmento religioso. O documento enfatiza ações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e se abstém de discutir temas sensíveis, como o aborto. A iniciativa surgiu após o IV Encontro Nacional do Núcleo Evangélico do partido, que reuniu lideranças petistas, incluindo o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva."}},{"key":"3a9k1","type":"paragraph","data":{"text":"O texto reforça, ao longo de suas linhas, iniciativas governamentais voltadas à comunidade evangélica. Destacam-se leis que, segundo a legenda, asseguram a liberdade de culto e facilitam a fundação de templos. Foram também mencionados decretos que reconheceram a música gospel como patrimônio cultural e nacional, além da instituição do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e do Dia Nacional da Marcha para Jesus."}},{"key":"2r1p0","type":"image","data":{"src":"https://agorarn.com.br/files/uploads/2026/06/Edinho-Silva-830x468.jpg","alt":"Edinho Silva em evento do PT.","caption":"Edinho Silva participou do IV Encontro Nacional do Núcleo Evangélico do PT."}},{"key":"5b7m2","type":"paragraph","data":{"text":"A carta sublinha que as relações entre os governos do PT e as igrejas evangélicas sempre foram pautadas pelo respeito mútuo. "Os governos do PT nunca se opuseram às igrejas, sempre tiveram uma postura de respeito e de reconhecimento da importância e do papel da Igreja Evangélica", ressalta o documento."}},{"key":"1c8n5","type":"paragraph","data":{"text":"O partido declara, ainda, o estímulo "à presença ativa das evangélicas e dos evangélicos nos debates públicos, na formulação de propostas e na construção dos caminhos que definirão o futuro do país". O documento sustenta que a defesa de "um Brasil mais justo, solidário e inclusivo" não deriva do "uso eleitoral da fé", pois "não se deve tirar proveito político de uma coisa sagrada"."}},{"key":"6d0o8","type":"paragraph","data":{"text":"Em declarações ao jornal O Globo, o ex-ministro Gilberto Carvalho, membro da coordenação da pré-campanha de Lula, já havia adiantado que temas de costumes não seriam o foco principal da carta. Segundo ele, o objetivo era evidenciar as convergências entre os valores cristãos e as políticas promovidas pelo governo. "O tom é a demonstração de uma coincidência que há entre os objetivos, os princípios do projeto do governo Lula com os princípios evangélicos, que é cuidar dos pobres, que é combater a injustiça, que é a misericórdia. Os temas morais não foram abordados, como essa questão do aborto", explicou Carvalho."}},{"key":"7e9p3","type":"paragraph","data":{"text":"Carvalho acrescentou que não há posicionamento do governo Lula favorável ao aborto e que tal pauta não consta no programa de governo. "A nossa política em relação ao aborto é a política de respeitar o que já está na legislação. Isso já é histórico", concluiu."}},{"key":"8f1q4","type":"paragraph","data":{"text":"Para além do discurso em prol da liberdade religiosa, o núcleo evangélico do PT defende na carta a expansão de programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, além de outras políticas públicas voltadas à redução das desigualdades. "A defesa da democracia, da justiça social, da reforma agrária, o enfrentamento à fome, a valorização do trabalho e a proteção dos mais vulneráveis fazem parte da mensagem de Jesus", afirma o texto, que também manifesta apoio ao fim da escala de trabalho 6×1."}},{"key":"9g2r6","type":"paragraph","data":{"text":"Na esfera da segurança pública, a carta advoga por políticas de combate ao crime organizado e de proteção às famílias brasileiras. Destaca-se também a necessidade de intensificar ações voltadas à saúde integral da mulher e ao enfrentamento da violência de gênero, propondo políticas públicas focadas no acolhimento e na preservação da saúde física e mental feminina."}},{"key":"10h37","type":"paragraph","data":{"text":"A soberania nacional constitui outro eixo abordado pelo documento, tema em voga nas recentes tensões diplomáticas envolvendo os Estados Unidos. A carta defende que "a soberania fortalece a capacidade do povo brasileiro de decidir seu próprio destino, proteger seus recursos estratégicos e construir um projeto de desenvolvimento comprometido com a justiça social e a igualdade.""}}]}
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