LIÇÃO DE RESILIÊNCIA

Professora de Guapiaçu, SP, redefine a vida após diagnóstico de estágio paliativo

Professora Rosangela Cristina Ramiro Zabarella durante cerimônia de casamento xamânico.
Rosangela Cristina Ramiro Zabarella, professora de Guapiaçu, SP, encontrou na natureza e na família forças para celebrar a vida. Foto: Zabarella/Arquivo pessoal

Após diagnóstico de metástase óssea, Rosangela Cristina Ramiro Zabarella prioriza sonhos e bem-estar. "A vida ensina a ser forte", afirma a docente.

Rosangela Cristina Ramiro Zabarella, professora residente em Guapiaçu, SP, decidiu priorizar a realização de sonhos pessoais após receber a confirmação de que sua condição de saúde exige cuidados paliativos. A decisão, consolidada em 20/07/2026, marca uma transição profunda em sua rotina, substituindo a espera pelo futuro pela vivência plena do presente.

O diagnóstico de câncer, originalmente detectado na mama esquerda em 23 de fevereiro de 2023, evoluiu para metástase óssea. Conforme exames realizados no dia 8 de julho de 2026, a doença atingiu ombros, costelas, bacia, fêmur e quase a totalidade da coluna vertebral. O estágio paliativo, que visa focar no alívio do sofrimento e na qualidade de vida, trouxe um novo horizonte para a docente de 48 anos.

Escolha pelo presente

Diante do cenário clínico, Rosangela Cristina Ramiro Zabarella optou por não adiar desejos. Com o apoio incondicional do marido, Ronaldo Pereira, a professora iniciou uma jornada de ressignificação. O primeiro grande marco dessa nova fase foi a realização de um casamento xamânico na Cachoeira do Talhadão, em Palestina, SP, um evento que celebrou a conexão com a natureza e a união de 19 anos do casal.

"A vida te ensina a ser forte. Na hora que recebe esse diagnóstico, você tem dois caminhos para seguir: se entregar ou viver e ser feliz. Foi quando verdadeiramente comecei a viver", relata Rosangela Cristina Ramiro Zabarella. Atualmente, seu plano é continuar colecionando momentos, com a meta de conhecer as Cataratas do Iguaçu.

Apesar da rotina complexa de tratamentos, que inclui injeções hormonais mensais e medicações intravenosas trimestrais, a professora mantém a esperança. Ela busca alternativas complementares para seu bem-estar e reforça que, mesmo com limitações físicas, sua prioridade é a plenitude diária.

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