PESQUISA REVELA DIFERENÇAS
Procon Natal: preços de medicamentos variam quase 300% entre farmácias
Levantamento do Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor aponta variações de até 182,32% no preço de remédios em Natal, mesmo com reajuste autorizado pelo Governo Federal.
O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) revelou nesta segunda-feira, 08/06/2026, uma pesquisa que constatou discrepâncias significativas nos preços de medicamentos em farmácias e drogarias da capital potiguar. A investigação visa orientar a população sobre onde realizar suas compras, especialmente em um cenário de reajuste de 2,47% nos preços, autorizado pelo Governo Federal através da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
Realizado entre os dias 25 e 29 de maio de 2026, o estudo abrangeu 45 estabelecimentos comerciais em diferentes bairros de Natal. Foram consideradas 29 farmácias que dispunham de mais de 50% dos itens pesquisados em estoque para a análise final.
Um total de 31 medicamentos, sendo 23 de marca e oito genéricos, foram avaliados. Os produtos incluíam itens de categorias essenciais como analgésicos, antibióticos, antialérgicos, anti-inflamatórios, antiparasitários e anti-hipertensivos. Essa diversidade de itens buscou refletir o impacto da variação de preços na rotina de diversos consumidores.
O Albendazol 400 mg, um antiparasitário, ilustrou a amplitude das disparidades. A versão da Biossintética foi encontrada por R$ 10,70, enquanto o mesmo medicamento da Medley custava R$ 3,79, uma diferença de 182,32% e preço médio de R$ 4,68. Essa variação pode representar um obstáculo financeiro considerável para famílias que necessitam deste tratamento contínuo.
O Alegra 60 mg, usado no tratamento de alergias, também apresentou grande variação. Embora o preço médio tenha sido R$ 26,12, os consumidores poderiam encontrar o medicamento entre R$ 21,45 e R$ 50,18. Essa diferença de R$ 28,73 entre os estabelecimentos demonstra como a pesquisa ativa pode gerar economia substancial, impactando diretamente o orçamento familiar.
Em contrapartida, o Diclofenaco de Sódio 100 mg, um anti-inflamatório, registrou uma queda expressiva em seus preços, com uma redução média de 18,65% em relação ao ano anterior. O medicamento, que antes custava em média R$ 12,18, agora pode ser encontrado a partir de R$ 3,55, refletindo uma notícia positiva para quem necessita deste tipo de medicação.
A pesquisa também indicou que, apesar da autorização de reajuste de 2,47% pelo Governo Federal, alguns medicamentos apresentaram queda nos preços. Na região Leste de Natal, a média de preços de parte dos itens analisados caiu 3,22% em comparação com o ano anterior, mostrando que o mercado ainda pode apresentar variações e oportunidades de economia.
O Procon Natal ressaltou que os valores apurados são os preços cheios, sem considerar descontos de programas de fidelidade, convênios ou promoções específicas. Portanto, os consumidores ainda podem obter preços ainda mais vantajosos ao pesquisar e aproveitar as diferentes condições oferecidas por cada farmácia. A entidade reforça a importância da pesquisa prévia para garantir as melhores condições de compra, principalmente em um setor com preços regulados.
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