DISPUTA NO PL
Priscila Costa, aliada de Michelle, ausenta-se de ato de Flávio Bolsonaro no Ceará
A vereadora, pivô de um impasse interno no PL-CE, perdeu espaço após o partido lançar Alcides Fernandes ao Senado; decisão marca o fortalecimento da ala alinhada a Flávio.
A vereadora de Fortaleza, Priscila Costa (PL-CE), não compareceu ao evento político realizado na sexta-feira, 10 de julho de 2026, na capital cearense, movimento que evidencia o desgaste crescente na legenda. O ato contou com a presença do pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e foi marcado pelo lançamento oficial da pré-campanha do deputado estadual Alcides Fernandes (PL-CE) à Casa Alta, intensificando a disputa pelo controle político do partido no Estado.
O cenário de tensão reflete uma divergência sobre quem deve ocupar a cadeira do Senado pelo Ceará. Enquanto a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro defendia abertamente a candidatura de Priscila Costa, o PL optou por Alcides Fernandes. A escolha, consolidada no evento do dia 10 de julho de 2026, contou com a chancela do grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro, uma vez que o diretório estadual, sob a presidência de André Fernandes, priorizou a sucessão familiar, já que o próprio André não atinge a idade mínima exigida pela Constituição.
Atualmente, a vereadora encontra-se em Lisboa, onde participa do Encontro de Mulheres Conservadoras em Portugal. Apesar de um vídeo ter sido divulgado na quinta-feira, 9 de julho de 2026, com Flávio Bolsonaro manifestando apoio à missão internacional de Priscila, o silêncio do senador sobre a sua pré-candidatura ao Senado reforça o isolamento da aliada de Michelle na atual configuração do PL.
O conflito ganhou contornos públicos após declarações feitas em 24 de junho de 2026, quando Michelle Bolsonaro classificou uma eventual substituição de Priscila como “traição”. A ex-primeira-dama também contestou publicamente a aliança do diretório estadual com Ciro Gomes (PSDB), defendendo o nome de Eduardo Girão (Novo) para o governo local. Internamente, a cúpula do partido avalia que o lançamento de uma candidatura alternativa à de Alcides Fernandes é inviável, especialmente diante da presença de nomes como Capitão Wagner (União Brasil) no campo conservador.
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