ESQUERDA E CORES

Presidente Lula diz que esquerda precisa abraçar verde e amarelo na Copa para evitar apropriação

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursando em um evento
Lula durante evento no Rio de Janeiro. — Foto: Reprodução/ CanalGov

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende o uso das cores da bandeira e da camisa da seleção por todos os brasileiros, não apenas por um grupo político. Críticas à valorização excessiva de cultura estrangeira também foram feitas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na quinta-feira, 30/05/2026, que a esquerda deve se apropriar das cores verde e amarelo, tradicionalmente associadas à bandeira e à camisa da seleção brasileira, para que estas não sejam exclusivas de grupos específicos. A declaração ocorreu durante um evento no Rio de Janeiro, onde Lula destacou a importância de um posicionamento político que abrace símbolos nacionais e fortaleça a identidade brasileira, impactando a forma como a sociedade se apropria de seus próprios símbolos.

Em sua fala, o presidente cumprimentou o prefeito Cavalieri, presente e vestindo as cores nacionais, incentivando a adoção do verde e amarelo como um símbolo de inclusão e não de partidarismo. "Você precisa colocar o verde e amarelo e colocar: não bolsonarista", pontuou. Ele prosseguiu, reforçando que "essa é uma coisa que a esquerda vai ter que aprender a fazer: a gente vai ter que, nessa Copa do Mundo, andar de verde e amarelo para não deixar que as cores do Brasil sejam tomadas por nenhum fascista".

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Nos últimos anos, o verde e amarelo foram intensamente utilizados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Desde 2022, Lula tem defendido que essas cores e a camisa da seleção pertencem a todos os brasileiros, independentemente de alinhamento político. Essa postura visa resgatar o significado de união nacional, combatendo a polarização que associou símbolos pátrios a grupos ideológicos específicos, o que afeta a dignidade coletiva e o sentimento de pertencimento.

No mesmo evento no Rio de Janeiro, Lula criticou a tendência de valorizar o estrangeiro em detrimento do nacional. Ele argumentou que muitos brasileiros buscam conhecer outros países, como os Estados Unidos, sem antes explorar as próprias belezas e potencialidades do Brasil. "Tem tanta gente que defende o meio ambiente no Brasil, que defende a luta contra o desmatamento, que defende a Amazônia. Essa mesma gente pega um avião e vai para a Miami, ninguém vai para a Amazônia", exemplificou o presidente.

O discurso também abordou a influência da cultura estrangeira, com Lula lamentando a quantidade de produções internacionais de baixa qualidade que ocupam espaço na mídia brasileira. Segundo ele, essa saturação impede que a juventude tenha acesso pleno à rica cultura nacional, prejudicando o desenvolvimento cultural e a identidade do país.

Em agenda anterior em Sergipe, Lula participou do lançamento de investimentos da Petrobras. Paralelamente, o governo emitiu uma nota oficial criticando articulações envolvendo a família Bolsonaro e alertando para potenciais riscos ao sistema PIX, gerido pelo Banco Central, em decorrência de medidas internacionais.

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